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Contra-ataque #1 - Bernardinho, o Brasil e a chance de arrumar a casa no voleibol masculino

Na estreia da nova coluna do Surto Olímpico, comento sobre a vida do Brasil no Sul-Americano de Vôlei Masculino

João Hudson 2 min
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Contra-ataque #1 - Bernardinho, o Brasil e a chance de arrumar a casa no voleibol masculino
Foto: maurício val/cbv

Olá! Neste 17 de setembro de 2026 temos uma estreia no Surto Olímpico. Trata-se desta coluna, chamada Contra-ataque, que falará sobre vôlei e futebol feminino. O assunto da vez são os desafios da Seleção Masculina de Vôlei no Sul-Americano/Pré-Olímpico, como você queira chamar.

A edição deste ano é no Maracanãzinho, e como de praxe, vale vaga aos Jogos Olímpicos. O Brasil, apesar da vulnerabilidade da esmagadora maioria de seus adversários, tem uma grande missão e uma ladeira íngreme para percorrer. E o maior adversário não é a Argentina, sua arquirrival, na briga por uma vaga para LA28: e sim, o próprio Brasil.

Depois de duas partidas, de certa forma, tranquilas contra Chile e Bolívia, com um 3 a 0 em ambas, o time de Bernardinho tem pela frente a trinca Colômbia, Venezuela e Argentina. De longe, a Argentina é a única seleção que se credencia consideravelmente a uma vaga nas Olimpíadas de 2028, ao lado do Brasil.

O selecionado alviceleste tem bons valores e foi para o Sul-Americano no Rio de Janeiro com o que tinha de melhor. Entretanto, precisamos abrir pequenos parênteses: ainda que a Argentina tenha um bom time e, ao lado do Brasil, tenha o favoritismo para ir a Los Angeles, os argentinos suaram nestes primeiros jogos do torneio.

No jogo diante da Colômbia, onde venceram por 3 a 1, por exemplo, a Colômbia vendeu caríssimo a derrota na quarta parcial. Até os 19 pontos, por exemplo, o time colombiano estava a frente, com um 19 a 16. Em um piscar de olhos, os argentinos dissolveram a vantagem colombiana e igualaram o placar. Na reta final, troca de lideranças no placar até que quando o marcador apontava 23 a 23, a Argentina abriu 2 pontos seguidos e fechou o duelo.

Retomando o tópico Brasil, apesar da vulnerabilidade de seus adversários no Sul-Americano, - a Bolívia, por exemplo, é a seleção pior ranqueada na FIVB a nível de América do Sul, e os bolivianos em alguns momentos, deram trabalho ao Brasil, por mais que a vantagem ficasse no máximo, na casa de dois pontos. - a última coisa que o time brasileiro precisa fazer é achar que o torneio será um "mar de rosas".

A campanha na Liga das Nações, por exemplo, foi um grandioso fiasco. Se o Brasil ter o pensamento de que será completamente fácil e que poderá resolver a sua vida quando bem entender, vai se complicar. Para estar numa Olimpíada, é preciso suar. Para conquistar a vaga pra um torneio dela, também.

Bernardinho e seus comandados tem a grande chance de começar a cicatrizar os últimos fiascos do Brasil no voleibol masculino.

*As opiniões expressas neste texto são de total responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente, o que pensa o Surto Olímpico.

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#Brasil#Pré-Olímpico de Vôlei#Sul-Americano#Vôlei#Bernardinho.