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Contra-Ataque #3: As primeiras vezes no futebol e a América do Sul aos pés das Cabulosas

Time celeste passa pelo Corinthians com 5x4 nos pênaltis após 4x4 nos 90 minutos e se sagra campeão pela 1ª vez na história e na 1ª participação na competição

João Hudson 3 min
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Contra-Ataque #3: As primeiras vezes no futebol e a América do Sul aos pés das Cabulosas
Foto: staff images woman/conmebol

O torcedor do Cruzeiro tem todos os motivos do mundo para começar esta semana rindo à toa. O time celeste, neste sábado, se sagrou pela primeira vez na sua história campeão da Libertadores Feminina, batendo uma das camisas mais tradicionais da modalidade.

Esta camisa, era ninguém menos que o Corinthians. Numa final equilibradíssima, o mantra cruzeirense continha nove letras: acreditar. E isso moveu o Cruzeiro até os 90 minutos se esgotarem e na disputa por pênaltis. A camisa 10 do time e artilheira, Byanca Brasil, bateu nesta tecla na entrevista pós-jogo e na preleção antes da bola rolar:

"Desde ontem, estava com uma palavra na cabeça: acreditar. E foi o que eu falei na roda, para elas. Falei que, se a gente estivesse perdendo, iria acreditar; se estivesse ganhando, também iria acreditar. E a gente acreditou, e Deus honrou. Corinthians é uma grande equipe, a gente respeita muito tudo o que elas fazem e toda a voz que usam para brigar por coisas para a gente. Agradeço muito por isso, mas, dessa vez, deu a gente. Foi por merecimento. Muito orgulho, muito orgulho."

E não teria como falar desse título sem falar da camisa 10 das Cabulosas. Para além da artilharia da competição, que dividiu com Vic Albuquerque, do Corinthians e Zamorano, do Santa Fe, Byanca Brasil foi peça-chave na campanha. Vale destacar: dos 6 jogos disputados, ela só não marcou contra o Olímpia, na última rodada da primeira fase e na semifinal.

Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL

Com um elenco esfacelado e reduzido por muitas lesões de ligamento cruzado anterior (LCA), coube ao técnico Jonas Urias ser resiliente, lidar com as adversidades e dar a volta por cima. Em muitos momentos dessa temporada, o Cruzeiro foi desacreditado e algumas peças do time foram criticadas. Algumas destas, tiveram seu arco de redenção concretizado na noite de sábado.

Uma delas, foi a goleira Camila, que salvou as Cabulosas contra o Libertad operando um verdadeiro milagre, mas que caiu numa maré de desconfiança em alguns momentos da temporada 2026. Na cobrança de pênalti de Gi Fernandes, ela defendeu e deu o primeiro título da Libertadores Feminina para a galeria das Cabulosas.

Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL

Ainda sobre a resiliência, não só de Jonas Urias, como também do Cruzeiro na decisão, como um todo, ela fez total diferença para a reação da maneira como aconteceu. Não é todo clube que consegue levar para os pênaltis um jogo que em certo momento o Corinthians abriu 3 a 0 e ainda mais, com todas as circunstâncias. A reação e o senso de urgência cruzeirense foram excelentes, em meio ao relaxo corintiano, talvez, achando que o jogo já estivesse resolvido.

As jogadoras voltaram ao Brasil esta manhã, e por parte da torcida celeste, tiveram uma recepção calorosa, muito calorosa, com a festa sendo no Ginásio Dona Salomé, no Barro Preto. E merecidamente. Independentemente do que acontecesse na noite daquele sábado, a campanha cruzeirense na primeira vez na Libertadores Feminina, por si só, já seria histórica. Por ter encerrado com um título inédito, o ineditismo da participação e o fato histórico faz com que isso tudo seja cada vez mais especial.

Se na vida, de um modo geral, a primeira vez não se esquece, o primeiro passo da relação entre Cruzeiro e Libertadores Feminina foi o melhor possível.

*As opiniões expressas neste texto são de total responsabilidade de seus autores, e não necessariamente refletem a opinião do Surto Olímpico.

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#Cruzeiro#Colunas#Contra-Ataque#Futebol Feminino#Libertadores Feminina