Na segunda-feira, o promotor Brahim Asloum divulgou um comunicado explicando os motivos da mudança de planos, apenas duas semanas antes da estreia da boxeadora argelina na elite. ”A saúde e a integridade física de nossos atletas continuam sendo nossa principal prioridade. Desejamos a Imane Khelif uma rápida recuperação. Em um evento deste nível, que inclui disputas de títulos da WBA, é essencial garantir as melhores condições possíveis para todos os boxeadores participantes”, disse Asloum.
Khelif, campeã olímpica de boxe na categoria até 66 kg em Paris, tem estado no centro de um debate contínuo sobre sua elegibilidade por gênero, tendo sido anteriormente impedida de competir no Campeonato Mundial de 2023 em Nova Déli pela Associação Internacional de Boxe (IBA), antes de participar dos Jogos Olímpicos de 2024, após ter sido liberada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que na época não reconhecia a IBA como federação internacional devido a questões de governança.
A argelina estava se preparando para sua luta contra a boxeadora alemã. No entanto, de acordo com o jornal francês L’Équipe, ela não conseguiu se recuperar de uma lesão que a vinha incomodando nos dias que antecederam o combate.