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Copa do Mundo de Basquete Feminino: 2° dia tem zebra histórica, fim de jejuns de 28 anos e seleção já classificada

Mali bateu a Espanha, uma das favoritas desta edição; Hungria e Alemanha venceram na competição pela primeira vez neste século e a França se garantiu na próxima fase

Thiago Chaguri 6 min
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Copa do Mundo de Basquete Feminino: 2° dia tem zebra histórica, fim de jejuns de 28 anos e seleção já classificada
Foto: REPRODUÇÃO/FIBA

A Copa do Mundo Feminina de Basquete, realizada em Berlim, capital da Alemanha, iniciou a segunda rodada neste sábado (5) com apenas as equipes dos Grupos A e B em quadra.

Ao todo, 16 seleções disputam o título da competição, que dará ao campeão uma vaga olímpica. A exceção será um eventual título dos Estados Unidos, que já têm presença garantida por serem o país-sede dos Jogos de Los Angeles 2028.

Segundo dia tem zebra e fim de jejuns que duravam desde o século passado

O triunfo sobre a Espanha, além de uma grande zebra, encerrou um jejum de 16 anos sem vitórias de Mali em Copas do Mundo e foi apenas o segundo da seleção na história do torneio. O primeiro havia acontecido em 2010, contra Senegal. Como prova de sua atual evolução, Mali havia sido atropelado pela própria Espanha por 80 a 36 naquela edição.

Alemanha e Hungria, que derrotaram Japão e Nigéria, respectivamente, enfrentavam um jejum ainda maior: não venciam uma partida em Mundiais desde 1998, ano da última participação de ambas na competição. Curiosamente, as duas seleções haviam conquistado seu último triunfo justamente contra a China. Na ocasião, a Hungria avançou para a disputa do nono lugar, enquanto a Alemanha levou a melhor sobre as chinesas na briga pela 11ª colocação.

Com a vitória sobre a Coreia do Sul, a França se tornou a primeira seleção a alcançar duas vitórias na Copa e garantiu antecipadamente a classificação para a próxima fase. Mesmo que perca na rodada derradeira, a equipe chegará aos cinco pontos e disputará, no mínimo, a repescagem para as quartas de final.  

Resumo dos jogos

Grupo A

Mali x Espanha

Assim como na primeira rodada, Mali também abriu o segundo dia de competição. Desta vez, porém, o resultado foi diferente da derrota apertada para o Japão. A seleção africana protagonizou a primeira surpresa da edição e derrotou a poderosa Espanha, atual vice-campeã europeia, por 82 a 73.

A partida foi equilibrada no início, com trocas de liderança e placares ajustados no primeiro tempo. Cada equipe venceu um período, e as espanholas foram para o intervalo à frente, com vantagem mínima de 34 a 33.

O ponto de virada veio na segunda metade do terceiro quarto. A defesa de Mali pressionou forte e se impôs sobre o ataque europeu, enquanto o setor ofensivo descolou arremessos de longa distância para abrir 16 pontos a seis minutos do fim. Com o placar favorável e o relógio correndo contra o oponente, Mali controlou o ritmo e administrou o resultado, que embaralha o grupo e o coloca na briga por uma vaga na próxima fase.

Assim como na estreia, Sika Koné e Djeneba N'Diaye dividiram a artilharia da seleção africana, desta vez com 19 pontos. Koné ainda coletou dez rebotes e se tornou a primeira jogadora a registrar cinco duplos-duplos seguidos em jogos de Copa do Mundo. Atualmente, com seis no total, ela figura entre as dez maiores da história da competição no quesito.

Terceiro quarto foi decisivo para a o triunfo histórico de Mali sobre a Espanha (Foto: reprodução/Fiba)

A liderança pertence à ex-pivô brasileira Alessandra, que soma 12 double-doubles. Janeth ocupa a quarta posição, com oito, enquanto Erika Souza aparece logo atrás, com sete.

Pela Espanha, a armadora Iyana Martin foi a principal peça ofensiva, com 20 pontos.

Alemanha x Japão

Disposta a apagar a má impressão deixada na estreia, quando foi derrotada por 30 pontos de diferença, a Alemanha começou o duelo contra o Japão de forma arrasadora. A equipe abriu 28 a 11 no primeiro quarto, com direito a uma corrida de 14 a 0 nos três minutos finais. A vantagem, no entanto, ruiu rapidamente. Ao contrário da parcial anterior, em que converteu cinco bolas de três, a Alemanha passou em branco no fundamento durante o segundo quarto. A queda no rendimento defensivo também foi evidente e o Japão capitalizou o mau momento do oponente. Explorou o jogo interno no ataque, ajustou a defesa e mitigou a diferença para apenas cinco pontos (36 a 31) antes do intervalo.

Impetuosa, a seleção alemã voltou do vestiário emulando o domínio nos dois lados da quadra imposto no primeiro quarto. Desta vez, apostou mais nas ações próximas à cesta e passou a cavar faltas. Diferentemente do segundo quarto, a equipe não permitiu uma nova reação do Japão. Manteve o ritmo, chegou a abrir 24 pontos e, com a fatura liquidada, se deu ao luxo de apenas aguardar o apito final para comemorar o triunfo por 78 a 54, que a mantém viva na disputa por uma vaga para a fase eliminatória.

Alemanha se recuperou do revés na estreia (Foto: reprodução/Fiba)

Frida Bühner foi a anotadora máxima da partida, com 19 pontos. Nyara Sabally ficou logo atrás, com 18, e ainda flertou com o double-double ao terminar com nove rebotes.

Com 15 feitos, Kokoro Tanaka foi a única japonesa a passar dos dez pontos.

Grupo B

Hungria x Nigéria

O plano de jogo elaborado pelo técnico Peter Volgyi, focado em explorar o poste baixo, surtiu efeito. O ataque húngaro conseguiu sobressair ante a defesa nigeriana, trabalhando bastante próximo à cesta e forçando faltas para chegar à linha de lance livre. A estratégia funcionou a ponto de Amy Okonkwo, principal jogadora do adversário, cometer cinco faltas e ser ejetada a três minutos do fim.

Construída desde o início, a vantagem húngara ficou na casa dos dez pontos durante boa parte da partida e chegou a 14 a quatro minutos do encerramento. O jogo parecia encaminhado para uma vitória tranquila, mas a Nigéria reagiu utilizando a mesma arma das adversárias: o ataque ao garrafão. Restando 40 segundos, Elizabeth Balogun acertou uma bola tripla e reduziu a distância para apenas três pontos. No entanto, a Hungria se recompôs, aproveitou os lances livres e confirmou a vitória por 71 a 67.

Dorka Juhász foi novamente a cestinha da equipe europeia. A ala-pivô anotou um robusto duplo-duplo de 19 pontos e 16 rebotes. Takács-Kiss também teve atuação importante, com 17 pontos e 14 rebotes.

Mesmo ausente na reta final, Amy Okonkwo terminou como a principal pontuadora da Nigéria, com 17 pontos.

Dorka Juhasz foi a cestinha húngara pelo segundo jogo consecutivo (Foto: reprodução/Fiba)

França x Coreia do Sul

Querendo pegar carona na façanha de Mali, a Coreia do Sul começou surpreendendo e disputou ponto a ponto a ponta do placar com a França. A equipe asiática encaixou uma sequência de 8 a 0 em apenas dois minutos e terminou o primeiro quarto na frente, por 31 a 24.

O cenário favorável, porém, durou pouco. Liderada por Marine Johannes, responsável por nove pontos, a França respondeu rapidamente com uma corrida de 14 a 0 ainda na primeira metade do segundo quarto, virou o placar e passou a controlar a partida. As francesas foram para o intervalo com a vantagem de 43 a 37.

No terceiro quarto, a diferença entre os elencos ficou ainda mais evidente. A França dominou os dois lados da quadra, marcou 33 pontos — dez deles de Dominique Malonga — e sofreu apenas 15. Com isso, abriu 24 pontos de vantagem e encaminhou o triunfo. Já sem a mesma intensidade, a equipe europeia ainda venceu o último período e confirmou o resultado positivo de 95 a 69.

Marine Johannes, com 17 pontos, foi a principal pontuadora da partida.

Dominique Malonga e Gabby Williams também tiveram bom desempenho, com 14 pontos e três roubos de bola cada.

Pela seleção coreana, Haeran Lee e Yeeun Heo se destacaram com 12 pontos.

Seleção francesa é a primeira classificada para a fase eliminatória (Foto: reprodução/Fiba)

Resultados da segunda rodada

Mali 82 x 73 Espanha

Hungria 71 x 67 Nigéria

Alemanha 74 x 58 Japão

França 95 x 69 Coreia do Sul

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