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Copa do Mundo de Basquete Feminino: EUA quebram recordes, Espanha retorna e Alemanha e França chegam à semifinal pela primeira vez

Norte-americanas estabelecem nova marca de assistências e anotam a segunda maior pontuação em um jogo eliminatório da competição; francesas mantêm a ascensão e conquistam feito inédito, enquanto anfitriãs também fazem história e espanholas retomam o protagonismo

Thiago Chaguri 6 min
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Copa do Mundo de Basquete Feminino: EUA quebram recordes, Espanha retorna e Alemanha e França chegam à semifinal pela primeira vez
Foto: REPRODUÇÃO/FIBA

A quinta-feira foi bastante movimentada para os fãs de basquete, com a realização de todas as partidas das quartas de final da Copa do Mundo feminina, disputada em Berlim, na Alemanha. As anfitriãs e a França conquistaram vagas inéditas na semifinal, enquanto os Estados Unidos seguem vivos na busca pelo pentacampeonato seguido e a Espanha retorna à fase após ficar fora da última edição.

Iniciada no dia 4, a competição não terá jogos nesta sexta-feira e retorna somente no sábado (12), com a disputa das semifinais.

Às 11h30 (de Brasília), Alemanha e França se enfrentam por uma vaga na final. Na sequência, às 15h, Estados Unidos e Espanha duelam pelo outro lado da chave. Os dois confrontos terão transmissão da CazéTV.

Resumo dos jogos

Estados Unidos x Hungria

Os Estados Unidos entraram em quadra dispostos a resolver o jogo ainda no primeiro tempo e também a bater recordes. E conseguiram. No quarto inicial, acertaram 13 de 18 arremessos de quadra. Pontuaram tanto no poste baixo quanto em chutes da cabeça do garrafão, além de converterem as três tentativas do perímetro.

Com expressivos 36 a 12 de vantagem, as norte-americanas diminuíram o aproveitamento na parcial seguinte, mas ampliaram a diferença para 29 pontos (59 a 30), registrando sua maior marca em um primeiro tempo de quartas de final na história das Copas do Mundo.

Ainda famintos, os Estados Unidos explodiram para mais 34 pontos no terceiro quarto, com cinco acertos em sete arremessos da longa distância. Já mais relaxadas e sem a mesma concentração, a equipe reduziu consideravelmente o volume ofensivo e anotou apenas 15 pontos na última parcial, fechando a partida em 109 a 56.

Os 109 pontos marcados pelos Estados Unidos representam a segunda maior pontuação de uma equipe em um jogo eliminatório de Mundiais. O recorde pertence ao Brasil de 1994, que derrotou justamente as estadunidenses por 110 a 107 na semifinal e arrancou para conquistar o título diante da China.

Todas as jogadoras norte-americanas permaneceram em quadra por pelo menos 11 minutos e pontuaram. Além disso, o coletivo somou 31 assistências, maior marca da história das quartas de final. O destaque individual ficou com Napheesa Collier, com 19 pontos e sete rebotes.

Pela Hungria, Réka Lelik foi a principal pontuadora, com 12 pontos.

EUA demonstrou coletividade diante da Hungria (Foto: reprodução/Fiba)

França x China

O duelo reuniu as atuais vice-campeãs olímpicas e mundiais. No papel, os status de ambas indicavam uma partida equilibrada. Contudo, a França, prata nos Jogos disputados em casa, em Paris, atropelou a China, finalista da Copa do Mundo de 2022.

O momento crucial foi o segundo quarto. Após uma primeira parcial equilibrada, com propostas semelhantes, variando entre bolas de três e jogadas no poste baixo, as francesas anotaram cinco arremessos de longa distância com cinco atletas diferentes e dispararam no placar, liderando por 48 a 31.

O terceiro quarto foi parecido com o inicial, com vantagem de cinco pontos para as europeias, que continuaram com as mãos quentes nas bolas de três. Além disso, a equipe também investiu nos arremessos curtos nas laterais do garrafão.

Mesmo com a diferença de 22 pontos (70 a 48), a França não quis dar sopa para o azar, como a Austrália fez diante da Itália e quase levou a virada após abrir 24 pontos na terça-feira. As europeias mantiveram o ritmo ofensivo e, assim como nos períodos anteriores, novamente ultrapassaram a marca dos 20 pontos para sacramentar a classificação inédita à semifinal, com a vitória por 90 a 61.

Marine Johannes e Janelle Salaun dividiram a artilharia francesa, com 15 pontos cada. A armadora ainda contribuiu com sete assistências.

Apesar da eliminação, a dupla Xu Han e Shuyu Zang novamente se destacou pela seleção asiática, com 21 e 19 pontos, respectivamente. Han ficou a um rebote de conquistar o duplo-duplo, terminando a partida com nove.

Elenco francês comemorando no pós-jogo a passagem para a semifinal (reprodução/Fiba)

Alemanha x Bélgica

Sob os olhares de Dirk Nowitzki, campeão da NBA e considerado o maior jogador da história do basquete alemão, a seleção da casa pareceu se inspirar no ex-ala-pivô e teve uma atuação dominante no ataque, levando a melhor nos quatro períodos da partida. O triunfo também teve gosto de revanche pela derrota nas quartas de final do EuroBasket de 2025, quando a Bélgica eliminou as alemãs e seguiu rumo ao título inédito.

No primeiro quarto, as comandadas de Olaf Lange mostraram amplo repertório ofensivo, acertando arremessos em diferentes regiões da quadra. Ainda acrescentaram as bolas de três ao seu arsenal durante a segunda parcial e contaram com a baixa eficiência da Bélgica, que havia convertido apenas 12 de 34 arremessos, para ir ao intervalo vencendo por 42 a 35.

Após o retorno da pausa, a Bélgica melhorou a produção ofensiva e teve seu melhor desempenho no ataque, com 24 pontos. Entretanto, a Alemanha respondeu na mesma moeda e com ainda mais eficiência: acertou dez de 16 arremessos de quadra, principalmente dentro da área pintada, e somou outros dez pontos em lances livres para chegar a impressionantes 32 na parcial.

A partida entrou nos dez minutos finais com vantagem de 74 a 59. A Bélgica teve um fio de esperança ao reduzir a diferença para dez pontos a quatro minutos do fim, mas a bola tripla de Alex Peterson, seguida por mais seis pontos consecutivos, deram o conforto necessário para a Alemanha confirmar a vitória por 93 a 74 e, pela primeira vez, avançar à semifinal da competição.

Além da alta pontuação, chamou atenção a exibição coletiva da Alemanha. Seis atletas terminaram a partida com dez ou mais pontos, com destaque para os duplos-duplos de Leonie Fiebich, com 17 pontos e dez rebotes, e Nyara Sabaly, responsável por 16 pontos e 12 rebotes.

Pela Bélgica, Emma Meesseman se despediu da competição com mais uma grande atuação, anotando 29 pontos e oito rebotes. Julie Allemand fez dez pontos e distribuiu sete assistências, ampliando para 118 sua marca como a maior assistente da história das Copas do Mundo.

Alemãs superaram a ótima atuação de Emma Meesemann para conquistar a vaga inédita à semi (Foto: reprodução/Fiba)

Austrália x Espanha

A Espanha, vice-campeã do último EuroBasket, não tomou conhecimento da Austrália, medalhista de bronze nas últimas edições dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo, e abriu 18 pontos de vantagem ainda no primeiro tempo. Além de se impor no poste baixo, a equipe mostrou uma artilharia pesada nas bolas de três desde o início. Acertou cinco apenas no primeiro quarto e largou na frente com 31 pontos, contra apenas 17 sofridos. A Austrália teve baixo volume ofensivo e aproveitamento ruim nas finalizações próximas à cesta. Até tentou se sustentar com quatro conversões do perímetro na segunda parcial, mas a Espanha permaneceu impetuosa e levou a partida para o intervalo com uma expressiva vantagem de 58 a 37.

O excesso de desperdícios de posse marcou os dois primeiros minutos do terceiro período. Ao todo, as equipes cometeram sete erros somados entre passes e infrações de andada com a bola. O nível continuou baixo e só apresentou uma modesta melhora depois de oito minutos, quando as australianas fizeram 10 a 5 na parcial, com uma bola de três de Alex Wilson. No quarto derradeiro, a ala acertou mais uma de longa distância e acendeu um sinal de alerta para as europeias a quatro minutos do fim. A reação, no entanto, parou por ali. A Espanha voltou a forçar o jogo interno, cavou faltas, conseguiu lances livres e acalmou a situação. Com uma corrida de 10 a 3, finalizaram o embate à frente por 89 a 63 e garantiram o retorno à semifinal da competição pela primeira vez desde 2018.

Iyana Martín e Awa Fam, jovens promessas do basquetebol espanhol (reprodução/Fiba)

Megan Gustafson foi pontuadora máxima da Espanha e do confronto, com 16 pontos. Iyana Martín colaborou com 14.

Alex Wilson e Chloe Bibby marcaram 13 pontos cada para a Austrália.

 

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