As semifinais da Libertadores Feminina, disputadas nesta quarta-feira (15), tiveram em comum o controle emocional como fator determinante. Tanto no clássico brasileiro entre Corinthians e Ferroviária, quanto no duelo entre Colo-Colo e Deportivo Cali, o equilíbrio tático e a dificuldade de definição no tempo regulamentar levaram as decisões à marca dos pênaltis – e mostraram como a competição tem se tornado cada vez mais nivelada nos detalhes.
Corinthians e Ferroviária se encontraram mais uma vez em um cenário que já virou clássico no futebol feminino sul-americano. O início foi de controle corintiano, com posse de bola paciente e domínio territorial, mas sem transformar superioridade em gols. A Ferroviária, consciente da diferença de ritmo entre os elencos, apostou na compactação defensiva e nas transições rápidas, estratégia que manteve o jogo vivo.
A insistência corintiana encontrou brecha na bola parada: Mariza, de cabeça, abriu o placar após cobrança precisa de falta de Andressa Alves, ainda no primeiro tempo. O gol parecia encaminhar a partida, mas o roteiro da semifinal reservava outra virada de ritmo.

