O último período mudou a história da partida. O Cruzeiro passou a atacar com insistência o garrafão, forçou faltas e encontrou em Menca e Adyel suas principais armas. O Bauru, por sua vez, perdeu o ritmo ofensivo. A diferença foi caindo minuto a minuto até que o time visitante assumiu a liderança na reta final. Nos instantes decisivos, o Bauru ficou parado nos 74 pontos, e o Cruzeiro confirmou a vitória.
Adyel e Menca decidem
Adyel foi o cestinha mineiro, com 23 pontos. Converteu 9 de 13 arremessos de dois, sofreu 10 faltas, terminou com 6 rebotes e 3 assistências e registrou eficiência 20, a maior da partida. Menca foi o grande nome vindo do banco: marcou 21 pontos, com aproveitamento perfeito nos lances livres (9/9), e teve saldo de +20 enquanto esteve em quadra, o melhor do jogo.
O trabalho de bastidores também foi fundamental. Gerson dominou o garrafão com 13 rebotes, sendo 7 ofensivos, além de 3 roubos de bola e 2 tocos. Léo Abreu fez um duplo-duplo de rebotes e eficiência, com 8 pontos, 10 rebotes e saldo de +13. Queirós distribuiu 4 assistências, a maior marca da equipe.
Harris faz sua parte no Bauru
Do lado paulista, Harris terminou com 24 pontos, 4 rebotes e eficiência 19. Bennett contribuiu com 12 pontos e 4 assistências, e Vieta saiu do banco para marcar 10 pontos, com 100% de acerto nos arremessos de dois (5/5). Thygesen foi o principal organizador, com 7 assistências e 7 rebotes, e Gustavo liderou a equipe nos rebotes, com 8.
Garrafão e rebotes fazem a diferença
O jogo teve um aproveitamento muito baixo nas bolas de três: as duas equipes somaram apenas 5 acertos em 51 tentativas. O Bauru converteu 3 de 27 (11,1%), e o Cruzeiro, 2 de 24 (8,3%). Com o perímetro travado, a partida foi decidida perto da cesta.
Nesse cenário, o Bauru até foi mais preciso nos arremessos de dois, com 64,1% (25/39), contra 49% do rival (25/51). A vantagem mineira veio nos rebotes. O Cruzeiro pegou 53 bolas, contra 36 do adversário, e 21 rebotes ofensivos, contra apenas 7. Essas segundas chances permitiram ao time visitante arremessar 75 vezes de quadra, contra 66 do Bauru.
A agressividade no garrafão também rendeu lances livres. O Cruzeiro sofreu 26 faltas e converteu 22 de 28 tentativas, enquanto o Bauru foi à linha 19 vezes e acertou 15. O banco também pesou: os reservas mineiros somaram 38 pontos, contra 22 dos paulistas. No índice de eficiência coletiva, o Cruzeiro terminou com 91, contra 84.
Com o triunfo, o Cruzeiro mostra força mental e capacidade de reação longe de casa. Para o Bauru, fica a lição de um jogo controlado por três quartos que escapou nos minutos finais, em uma noite em que faltou pontaria da linha de três para matar a partida.