Ainda faltam alguns meses para a temporada de 2026 terminar, mas o judô brasileiro já reúne números expressivos no currículo desde o início da temporada. Entre fevereiro e julho deste ano, as seleções das classes cadete, júnior e sênior conquistaram 176 medalhas em competições internacionais, levando o Brasil aos principais pódios do mundo em todas as idades. Nestes seis meses, a delegação do país esteve em 23 eventos pela Europa, Ásia e Américas, voltando deles com, pelo menos, uma medalha, desde etapas de Grand Slam e Grand Prix a torneios da base.
Os resultados são reflexo de um planejamento que contempla todas as fases do desenvolvimento esportivo, englobando a formação de jovens atletas e o alto rendimento. Por trás de cada participação internacional existe uma cadeia que começa nas federações estaduais, nos clubes e envolve professores e atletas. É essa base que alimenta as seleções brasileiras e sustenta o trabalho desenvolvido pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) nos diferentes níveis da modalidade.
Para Paulo Wanderley Teixeira, presidente da CBJ, os números conquistados até aqui refletem um trabalho construído de forma contínua e integrada, com foco na consolidação do Brasil entre as principais potências da modalidade.
“Cada competição representa uma oportunidade de aprendizado e evolução para os nossos atletas. O judô brasileiro construiu uma tradição de excelência, e os resultados de 2026 mostram que seguimos competitivos em todas as classes idades. Isso reforça o compromisso da CBJ em continuar investindo na formação de judocas e na preparação das equipes para os desafios que ainda estão por vir”, afirmou.
Já Marcelo Theotonio, diretor de seleções da CBJ, destaca que os resultados são fruto de um trabalho contínuo, que envolve desde o planejamento das competições até a preparação dos atletas e das delegações.
“O resultado que aparece no tatame é consequência de um trabalho que começa muito antes da viagem. Há um planejamento integrado para que os atletas tenham a melhor preparação possível e possam competir em alto nível. Trabalhamos com a filosofia de que precisamos investir nos melhores do momento e fomentar os melhores do futuro”, disse.

