O flag football colocou crianças, adolescentes, adultos, jornalistas e atletas de diferentes modalidades no mesmo campo durante a COB Expo 2026. Ao longo dos 5 dias, a feira recebeu 96 mil visitantes, sendo 24 mil crianças. Em sua segunda participação no evento, a modalidade ganhou protagonismo no espaço da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) e se transformou em uma das experiências mais procuradas pelo público.
O movimento chamou ainda mais atenção pela presença de seis nomes com experiência olímpica em diferentes esportes: os campeões olímpicos Maurren Maggi (salto em distância - atletismo) e Arthur Zanetti (argolas - ginástica), o medalhista de prata na Olimpíada de Paris, Caio Bonfim (marcha atlética) foram algumas das atrações.
Além do trio de medalhistas, participaram o lendário mesa-tenista Hugo Hoyama, que disputou seis edições dos Jogos Olímpicos, e os ex-jogadores da Seleção Brasileira de Basquete Guilherme Giovannoni e Rafael Hettsheimeir. A experiência reuniu atletas acostumados ao mais alto nível do esporte brasileiro em uma situação incomum: aprender, na prática, uma modalidade nova.
O primeiro dos grandes nomes a entrar na brincadeira foi Rafael Hettsheimeir. Ex-jogador da Seleção Brasileira e hoje atleta do Basquete Tatuí, o pivô mostrou boa pontaria com a bola oval e conseguiu acertar o alvo algumas vezes, dando início à sequência de desafios que envolveu atletas de diferentes modalidades.
Maurren Maggi mostrou adaptação imediata à nova modalidade. A campeã olímpica no salto em distância encarou um desafio de precisão ao lado da atleta da Seleção Brasileira de flag football, Gabi Bank, e conseguiu acertar o alvo já na primeira tentativa, mostrando estar em plena forma aos 50 anos.
Também acostumado à Seleção Brasileira, Guilherme Giovannoni participou de um desafio diferente. Campeão do NBB e integrante da equipe brasileira nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016, o ex-jogador enfrentou o brasileiro Duzão, que teve passagem pelo Miami Dolphins, da NFL, em uma disputa que misturou fundamentos do flag football, basquete e futebol americano.
Outro atleta olímpico que encarou o desafio com disposição foi Hugo Hoyama. Dono de seis participações olímpicas, o lendário mesa-tenista brasileiro, assim como Caio, também já havia experimentado o futebol americano em uma atividade com o Corinthians Steamrollers.
No flag football, mostrou qualidade nos lançamentos e assumiu naturalmente a função de quarterback, mas teve uma missão mais complicada na defesa: retirar a flag de Wallace Kamara, atleta da Seleção Brasileira e reconhecido por sua velocidade. O mesatenista se dedicou tanto no desafio que até ralou a perna tentando parar o atacante.
“Foi minha primeira vez [jogando flag]. Experiência muito legal. Eu dei o sangue, literalmente. Conhecer as regras de um esporte que você acompanha, mas é diferente você estar ali, com a bola na mão. Muito legal. Parabéns ao rapidinho aqui (Kamara), que, pelo amor de Deus… Tá louco! Me colocaram no desafio com o cara mais rápido do Brasil. Aí é brincadeira”, brincou Hugo Hoyama.

Hugo Hoyama (esquerda) contra o jogador da Seleção Brasileira de flag football, Wallace Kamara, em desafio na COB Expo 2026 [Foto: Yan Barros/CBFA]
Caio Bonfim e Arthur Zanetti
Caio Bonfim chegou ao desafio com alguma familiaridade com o futebol americano, após ter tido contato com o Tubarões do Cerrado, de Brasília. No flag football, o medalhista de prata olímpico mostrou rapidamente seu atleticismo.
Em um duelo com outro participante que também estava conhecendo a modalidade, Caio conseguiu retirar as duas flags do adversário de uma só vez - uma jogada rara no flag football - e levou a melhor no desafio entre os iniciantes.
Na sequência, o desafio ganhou um novo nível de dificuldade. Caio precisou enfrentar Gabi Bank, jogadora da seleção brasileira de flag football, na missão de superar a marcação e chegar ao final da jogada sem ter a flag retirada. O marchador tentou explorar sua velocidade e movimentação, mas Gabi conseguiu impedir seu avanço em todas as tentativas.
O desempenho de Arthur Zanetti foi um dos momentos que mais chamaram atenção. Campeão olímpico na ginástica artística, o atleta mostrou velocidade e agilidade nos dribles e conseguiu completar sua missão sem ter a flag retirada pelo marcador. Quando mudou de função e passou a defender, também conseguiu retirar a flag do adversário.
A experiência foi tão positiva que Zanetti chegou a considerar a possibilidade de experimentar a modalidade após sua aposentadoria da ginástica.

