O ano era 2024 e Luiz Maurício da Silva estava em Paris para competir no arremesso de dardo. Sem grandes expectativas, sinceramente. “Chegar aos Jogos Olímpicos é a realização de um sonho dos atletas e para mim não foi diferente”, admite. Só de ter se classificado para a disputa ele já se sentia contente, já que, faz questão de lembrar, “poucos meses antes eu não tinha marca para ir aos Jogos, estava na 32ª, posição no ranking e vão 32 para a disputa”.
Mas Luiz Maurício, a fala tranquila deixa claro, é um atleta que pondera bastante seus passos junto ao seu treinador Fernando Barbosa de Oliveira. “Eu podia participar de algumas competições na Europa, mas meu treinador achou que eu ficaria muito cansado. Então muito bem como íamos competir o Troféu Brasil, o que era possível fazer”, relembra. Ficou decidido que ali seriam apostadas todas as fichas que tinham. “Era pra tentar fazer um ótimo resultado. Porque na América do Sul, tirando o Sul-americano, o Troféu Brasil é o que dá a maior pontuação”, explica. Foi o início de um sonho e deu tudo certo. “Fazer o índice batendo o recorde sul-americano já foi uma conquista muito grande para mim. E para o Fernando, que realizou o sonho dele de ser treinador olímpico”, conta. Para eles, foi apenas o começo de uma bela jornada. Luiz Maurício não apenas se classificou para os Jogos Olímpicos como levou o Brasil à final do arremesso de dardo depois de 92 anos. “Quebrar essa barreira foi super legal”, admite.

