Os resultados de 2025, que o colocam em evidência na elite do surfe mundial, são fruto de uma construção que vem de longe. “É um trabalho de muito tempo. Não é algo que só virou assim (estala os dedos). Eu venho há alguns anos subindo posições, ganhando meu espaço dentro do circuito e eu sinto que este ano as coisas estão se encaixando e dando certo”, defende. Na cabeça de Yago, as coisas têm o seu devido tempo. E ainda que o histórico recente o credencie já no início do ciclo a pensar em Los Angeles, ele mantém a calma. “Me perguntam coisas do futuro e eu só consigo pensar no que eu estou fazendo agora, na próxima bateria. Isso me coloca num estado mental bom para eu ser a minha melhor versão”, garante. A próxima etapa, a bateria seguinte e a onda que está chegando são o caminho que podem levar Yago a chegar a um lugar que sequer imaginava quando começou a surfar, ainda criança, em Florianópolis. “Virou um sonho novo, é doido. Porque eu cresci sonhando só com o Circuito Mundial, o título mundial da WSL. Inserir esse novo sonho na minha carreira é mais uma motivação, mais um objetivo para buscar e isso faz trabalhar mais, querer evoluir mais. É muito legal”, conta.
Esta nova meta são os Jogos Olímpicos. “Quando veio a primeira notícia que o surfe ia participar das Olimpíadas, para mim ainda era distante. Eu estava no meu segundo ano do circuito, tentando achar meu espaço, encontrar equilíbrio. Já para a de Paris eu cheguei muito perto de conseguir a vaga. Deu para sentir um pouco do gosto. E agora é foco total nessa próxima. E quem sabe mais uma para frente ainda”, adianta. Um fator que anima para Los Angeles 2028 é a sede do surfe. Trestles, lendária onda californiana, que voltou este ano ao circuito numa etapa que foi vencida por Yago. “Vencer a etapa lá me deu uma confiança muito boa. Sempre sonhei em competir em Trestles, essa foi a minha primeira oportunidade lá e consegui vencer o evento. Acho que é o tipo de onda que encaixa muito com o meu surfe, onda de high performance. Dá para ser bastante progressivo, criativo nas ondas. Trestles é uma onda muito boa para mim”, constata.