“Elas esticam o jogo, atacam com eficiência e jogam muitas bolas dentro da área. Então, o tipo de jogo do Uruguai tem qualidade de ataques que conheço bem. Espero que a gente consiga manter o domínio, se impor no campo ofensivo e criar oportunidades mesmo com a marcação forte que o Uruguai exerce”, analisou.
As duas seleções se enfrentaram três vezes em dez edições do torneio. O Brasil, maior campeão da competição com oito títulos, venceu os três jogos que disputou contra o Uruguai, sem sofrer gols. O último confronto entre as equipes foi na Copa América Feminina de 2022, quando o Brasil venceu por 3 a 0 na fase de grupos. Na história, essa é a segunda vez que o Uruguai chega às semifinais do torneio continental. A primeira foi em 2006, quando terminou em terceiro lugar. Nesta edição, o Uruguai encerrou a fase de grupos na segunda colocação da Chave A, com sete pontos: empatou na estreia em 2 a 2 com o Equador, foi derrotado pela Argentina por 1 a 0, venceu Peru por 1 a 0 e Chile por 3 a 0.
O técnico Arthur Elias aproveitou a entrevista para parabenizar a postura das jogadoras do Uruguai, que, na reta final de preparação para a Copa América Feminina, dias antes da estreia contra o Equador, não treinaram como forma de protesto por melhores condições de trabalho e valorização da modalidade. Ele também destacou que a atitude das jogadoras foi importante para que a equipe chegasse onde está.
“Independente do jogo de amanhã, a vitória delas, a luta, a causa e o protesto foram muito importantes para que essa equipe chegasse onde chegou. É muito injusto olharmos para o país, que não oferece oportunidades de melhorias nas condições de trabalho para as mulheres jogadoras. Parabéns a todo o grupo de atletas do Uruguai por lutar por melhorias, que, embora ainda sejam poucas, representam um avanço. Essa coragem é muito mais importante”, afirmou.