Com os olhos firmemente voltados para Los Angeles 2028, Khelif decidiu se pronunciar por meio do tabloide britânico Daily Mail, deixando claro que não pretende abandonar sua carreira, apesar das novas regulamentações em preparação. “Sim, se Deus quiser, continuo determinada a conquistar outra medalha olímpica”, afirmou, enfatizando que permanece ambiciosa em manter o título de peso meio-médio conquistado em Paris. Ela acrescentou que está preparando seu retorno com planos que ainda não revelou. “Estou trabalhando em muitas surpresas que ainda não anunciei, mas, se Deus quiser, estaremos no caminho certo.”
A boxeadora não compete desde que as novas exigências da Federação Internacional de Boxe (WBA) entraram em vigor. A federação internacional, criada em 2023 e reconhecida pelo COI em fevereiro como a autoridade oficial do boxe olímpico, introduziu neste verão a obrigatoriedade de testes de gênero para participar de seus torneios, uma decisão que Khelif considera direcionada diretamente a ela. “Esta lei emitida pela Associação Internacional de Boxe foi feita especificamente para Imane Khelif e não para os atletas. Eles emitiram esta lei depois das Olimpíadas de Paris”, denunciou em declarações divulgadas pela imprensa britânica.
A atleta insiste que nasceu e foi criada como mulher e afirma que as medidas adotadas após seu triunfo olímpico não apenas a prejudicam, mas também violam princípios legais e esportivos. Sua defesa não se limita à esfera midiática, já que em agosto ela levou o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte, buscando uma decisão que lhe permitisse competir sem se submeter aos controles da Federação Mundial de Boxe. “Nos Jogos Olímpicos de Paris e depois, e até mesmo agora, continuo sendo alvo de campanhas, injustiças e novas decisões de federações internacionais, mas atualmente tenho um caso no Tribunal Arbitral do Esporte e, se Deus quiser, será para o melhor”, afirmou.