O Panela de Pressão viveu uma de suas noites mais emocionantes. No intervalo do jogo em que o Bauru Basket derrotou o Caxias do Sul Basquete, na última quinta-feira (30/10), o Dragão promoveu uma cerimônia inesquecível para homenagear Larry Taylor, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, e que se aposentou. A camisa 4, que o Alienígena vestiu por 13 temporadas na equipe bauruense, foi eternizada nas paredes do ginásio, em um gesto que simboliza gratidão, legado e uma conexão profunda entre atleta, clube e cidade.
O banner, de 4,40 metros de altura por 3 metros de largura, agora adorna o Panela de Pressão, que foi palco de tantas conquistas. Mais do que um número aposentado, o ato representa o reconhecimento por tudo o que o armador fez pelo Bauru, pela comunidade e pelo próprio basquete nacional, afinal ele se naturalizou brasileiro, participando inclusive dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
A noite de festa contou com diversas homenagens. Larry recebeu uma placa com seus números pelo Bauru Basket e também um quadro comemorativo da Liga Nacional de Basquete, desenvolvido pela equipe de design da entidade, celebrando seus feitos ao longo de uma carreira marcada por consistência e paixão.
“Já estou chorando antes de pegar o microfone. Primeiro, quero agradecer a todo mundo que está aqui hoje neste ginásio. Vocês sempre me apoiaram, torceram por mim, sem vocês nada disso seria possível. Quero bater palmas para vocês, muito obrigado. Fizemos muitas histórias juntos. Tantos jogadores, tantas pessoas que não estão aqui para compartilhar esse momento, mas um cara que eu quero falar o nome, que sem ele, com certeza, eu não iria ser o jogador que eu fui no Brasil. Conquistamos muitas coisas juntos, é o meu pai brasileiro, o Guerrinha, quero muito agradecê-lo”, afirmou Larry.
“E, nesse dia muito especial para mim, tem dois caras nesse ginásio, ainda jogando, que foram muita inspiração para mim, para eu ser um jogador melhor. Esses caras também merecem todos os méritos. Um joga no Bauru Basket, que é o Alex Garcia. Esse cara, para mim, era um espelho, queria jogar como ele. Tem crianças que falam que eu sou o ídolo delas. E esse cara, o Alex Garcia, é um ídolo para mim. Eu sempre queria chegar no mesmo nível dele. Obrigado, Alex. E outro cara está em Caxias, o Shamell. Bad Boys para sempre. Desde que eu cheguei no Brasil, jogando contra esse cara, também me fez querer ser o melhor jogador”, continuou.

