Uma tarde de descobertas e possibilidades de um futuro esportivo. Foi assim o Esporte CRIA 2025, realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na última quarta-feira 27 de agosto. O evento promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) reuniu cerca de 1000 alunos de escolas da rede estadual de ensino para apresentar diversas possibilidades profissionais ligadas ao mercado esportivo para além da vida de atleta.
“Uma coisa linda esse auditório cheio. É um prazer receber mais de 1000 jovens de escolas do Rio de Janeiro para falarmos de esporte. Todos nós que gostamos de esportes temos sonhos, eu fui um adolescente assim. Encontrei minha forma de trabalhar com esporte sendo treinador de triatlo. Assim fui a dois Jogos Olímpicos, depois fui Chefe de Missão do Brasil em Tóquio 2020. O Esporte CRIA serve para mostrar que é possível. São tantas coisas que os jovens podem ser. Espero que todos saiam daqui com mais sonhos ainda”, afirmou o Presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta.
O Esporte CRIA contou com diversas participações especiais proporcionando troca de experiências e histórias atreladas ao universo esportivo. Entre os convidados, Fernando Nardini, repórter da ESPN e do Grupo Disney, falou de sua carreira como jornalista esportivo. Já Laura Amaro, atleta olímpica de levantamento de peso, contou da rotina de atletas de alto rendimento. E Leandro Guilheiro (duas vezes medalhista olímpico no judô), falou aos jovens como Matemático de formação – e como isso tem relação e se aplica ao seu esporte.
“A disciplina do esporte te ensina a se superar quando enfrenta uma dificuldade. E quando fiz Matemática tive que me superar bastante. Mas a matemática me ajudou no esporte. Lutar judô é resolução de problema – meu adversário vai me dificultar e eu vou ter que resolver. Então uma coisa que eu deixo aqui: o profissional mais valioso é aquele que resolve os problemas. A gente não precisa ter medo de enfrentar as situações e tentar resolver”, aconselhou Guilheiro, que recentemente foi o Chefe de Missão do Time Brasil nos Jogos Pan-americanos Júnior Assunção 2025.
Já a lutadora final Laura Amaro foi bem objetiva ao final de sua participação. Ela pediu que todos os jovens ouvissem com atenção sua última mensagem. “Quero falar sobre os valores olímpicos. São três palavras que eu tatuei na minha pele. Primeira é Excelência: levar as coisas sem dar ‘migué’. Depois, Respeito: para mim o mais sensacional de todos. Respeito ela regra, pelo antidoping, pelo adversário e respeito a si mesmo, à sua história. Respeitem a história de vocês. E o terceiro valor olímpico, a Amizade: se você chega no topo e não aprende a honrar e admirar o adversário, está errado”, afirmou a atleta olímpica de levantamento de peso.

