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Esquiadora Alice Padilha realiza campo de treinamento na Nova Zelândia de olho na temporada 2026/27

Esquiadora brasileira integra equipe feminina FIS da Carrabassett Valley Academy e faz preparação na neve antes de seguir para novo período de treinos na Noruega

Redação Surto Olímpico 3 min
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Esquiadora Alice Padilha realiza campo de treinamento na Nova Zelândia de olho na temporada 2026/27
Foto: Divulgação

Depois de meses dedicados à preparação física, a esquiadora brasileira Alice Padilha está de volta à neve. A atleta iniciou um importante período de treinamento na Nova Zelândia, onde integra a equipe feminina FIS da Carrabassett Valley Academy (CVA) em um camp internacional que segue até o dia 7 de setembro.

A preparação começou no dia 12 de agosto e está dividida entre dois centros de esqui: Round Hill Ski Field, onde os treinamentos aconteceram até o dia 27, e Mt. Dobson Ski Area, que receberá a equipe até 7 de setembro. Durante todo o período, a base das atletas está sendo a cidade de Lake Tekapo.

O camp marca uma nova fase da preparação de Alice para a temporada internacional 2026/27. O objetivo inicial é fortalecer a base técnica da brasileira, com exercícios específicos, aperfeiçoamento dos movimentos e um grande volume de esqui livre de qualidade. Na sequência, o trabalho evolui para os percursos com gates, aproximando gradualmente os treinamentos das condições encontradas nas competições.

“Estava com muita vontade de voltar para a neve. Foram meses de preparação física pensando justamente neste momento, então é muito bom poder colocar em prática tudo o que trabalhamos fora das pistas. O começo do camp é muito importante para recuperar as sensações, trabalhar bastante a técnica e construir uma base sólida antes de começarmos os treinos mais específicos nos gates”, afirma Alice.

Condições especiais para treinamento

A escolha da Nova Zelândia faz parte do planejamento da equipe da CVA. Round Hill e Mt. Dobson oferecem boas condições de neve e terrenos adequados ao desenvolvimento técnico, além de terem menor movimento em comparação com áreas próximas a Queenstown.

Outro fator importante é a altitude mais baixa em relação a locais como as geleiras europeias e alguns centros de treinamento no Chile. A condição permite aos atletas aumentar o volume diário de esqui com menor desgaste provocado pela altitude.

Round Hill, que foi a primeira parada da equipe, destaca-se ainda por seu longo sistema de T-Bar e pela inclinação moderada das pistas, características favoráveis ao trabalho técnico. O centro também recebe equipes de diferentes países, criando um ambiente internacional de treinamento de alto rendimento.

“Ter praticamente um mês de treinamento na Nova Zelândia é uma oportunidade muito importante para evoluir. Estamos conseguindo fazer bastante volume de esqui e trabalhar detalhes técnicos que vão fazer diferença quando começarem as competições. Também é muito bom estar treinando com a equipe da CVA e dividir a pista com atletas de outros países. É um ambiente que exige bastante e ajuda muito na evolução”, completa a brasileira.

Nova Zelândia é primeira etapa da preparação na neve

O camp integra um planejamento de longo prazo para a temporada 2026/27. Depois da Nova Zelândia, Alice terá mais um importante bloco internacional de preparação.

Nos meses de outubro e novembro, a brasileira seguirá para Juvaas, na Noruega, para mais um período de treinamento na neve. A sequência permitirá aumentar progressivamente a intensidade e direcionar o trabalho para as necessidades da temporada competitiva.

“Estamos construindo a temporada passo a passo. Agora o foco está na técnica e em ganhar cada vez mais confiança na neve. Depois teremos a Noruega e uma preparação ainda mais específica. Quero aproveitar cada período de treinamento ao máximo para chegar à temporada bem preparada e conseguir mostrar uma evolução em relação ao último ano”, projeta Alice.

A participação nos camps internacionais faz parte do processo de desenvolvimento de Alice Padilha no esqui alpino de alto rendimento e amplia a experiência da brasileira em diferentes condições de neve e pistas ao redor do mundo.

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