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Estratégia, disciplina e concentração: por que o poker atrai tantos atletas

Nomes como Neymar, Piqué e Michael Phelps são grandes admiradores da modalidade

Redação Surto Olímpico 4 min
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Estratégia, disciplina e concentração: por que o poker atrai tantos atletas
Foto: Aidan Howe

Se colocar lado a lado, é possível afirmar que o futebol, a natação, ginástica olímpica e até mesmo os jogos de atletismo e o pôquer são altamente incompatíveis. Mas, a linha entre eles é muito fina. 

A capacidade de tomar boas decisões, a disciplina, autocontrole e o grande potencial de tomar decisões sob pressão, são apenas alguns dos detalhes que tornam os diferentes estes diferentes tipos de esportes mais parecidos do que imaginamos. 

Em qualquer categoria esportiva é preciso ter cautela, inteligência e personalidade para enfrentar um adversário com brilhantismo. O pôquer em 2024 foi reconhecido mundialmente como o esporte da mente, e desde então tem conquistado novos e brilhantes jogadores a cada ano. 

Alguns, com habilidades maiores, já chegam em busca dos grandes torneios e prêmios. Outros ainda experimentam a dimensão competitiva do jogo com o Cardmates freeroll. Mas, tudo isso colabora para um ambiente cada vez mais interessante e cheio de emoção. Não à toa, grandes nomes do esporte mundial embarcam nas mesas dos grandes cassinos e séries mundiais pelo mundo afora. 

Contexto histórico do pôquer

O esporte da mente tem raízes no estado de Luisiana, nos Estados Unidos. Os primeiros passos do pôquer foram na região de New Orleans. Claro, que como outras dezenas de esportes, ele foi aperfeiçoado ao longo do tempo, mas a primeira versão acredita-se que teve como base jogos muito mais antigos. Essa primeira aparição em Louisiana era jogada com 20 cartas, do 10 ao Ás. 

 

Cada um quatro dos jogadores da mesa recebia apenas 5 cartas. O objetivo principal era formar pares, trincas, full houses ou quadras. Sendo que a melhor alternativa sempre eram as quadras, ainda não existia a sequência e nem a alternativa de "flush", ou seja, cinco cartas do mesmo naipe. 

 

O jogo se popularizou rapidamente graças aos barcos à vapor que iam e vinham pela região do rio Mississipi. Os passageiros e tripulações foram aperfeiçoando as regras com o passar dos anos, e assim surgiram diferentes variações. Essas mudanças introduziram também um maior número de cartas: 52. Dessa maneira, o simples baralho com 20 cartas caiu no esquecimento. Durante a Guerra Civil as sequências foram ampliadas e quase 100 anos depois, com o surgimento da WSOP, é que o pôquer começou a contar com disputas esportivas. 

Disciplina é o segredo do bom resultado

Todo e qualquer atleta que é reconhecido por seu alto rendimento, tem conhecimento de que o talento nem sempre é o que basta. Um jogador de futebol nem sempre é capaz de repetir lances, um nadador nem sempre consegue alcançar a mesma velocidade. E tudo isso colabora para o aperfeiçoamento da performance. E todo esse processo de repetição, treinos e novas tentativas é determinado pela disciplina. 

 

No pôquer, a lógica é a mesma. Rever jogadas, estudar mãos, analisar cada decisão, buscar entender tudo sobre as probabilidades e dominar os padrões também são formas de treinamento. Qualquer grande nome do pôquer atual vai confirmar que o pôquer é estudo e dedicação para que seja criada uma estratégia inteligente e funcional. 

Neymar: disciplina dentro e fora de campo

Dentro e fora de campo, o Neymar sempre impressionou por sua performance e disposição. E atualmente, ele é um dos atletas brasileiros que marcam forte presença nas mesas de pôquer. O jogador já se destacou em diversas mesas e torneios, e chama a atenção pela disciplina e pela estratégia aplicada em cada participação.

 

Em 2025, o jogador se consagrou o segundo colocado no Evento #73-H, o US$5.200 NLHE Titans. Foram 112 entradas, e Neymar foi ao pódio com uma performance carregada de estratégia e inteligência. Isso mostra que as habilidades competitivas fazem parte de qualquer categoria esportiva, e fortalecem o psicológico do atleta, independentemente da posição em campo ou das cartas na mesa.  

Piqué e Phelps: pressão em outra arena

Gerard Piqué, ex-zagueiro do Barça é um dos nomes que surgem como destaque nas mesas de pôquer. Um dos grandes destaques do atleta espanhol foi o segundo lugar no High Roller de €25.000 do EPT Barcelona. A reputação esportiva dele não se limitou apenas aos campos de futebol, e até porque, talento não compra fichas, não é mesmo. Na ocasião, o espanhol embolsou mais de €352 mil. 

 

Outro grande nome que também esteve nas mesas da maior série global de pôquer, a WSOP, foi Michael Phelps. O maior medalhista olímpico da história foi um dos competidores do Evento #2, de US$5.000 No-Limit Hold'em no ano de 2013. Mesmo que não haja informação sobre grandes conquistas do atleta, ele segue participando de grandiosas disputas, mantendo a disciplina e a constância que qualquer atleta precisa. 

Disciplina e inteligência cria campeões

É fato que qualquer atleta precisa ter concentração, mas mais do que isso é preciso traçar um objetivo. O segredo dos grandes campeões, é sempre a cautela, a inteligência e o planejamento. Nenhum grande jogador de renome mundial sentou numa mesa e se consagrou campeão jogando aleatoriamente. Aqueles, atletas brilhantes, que estão acostumados com grandes competições, também reconhecem os riscos, as probabilidades e a necessidade da inteligência emocional, por isso, se destacam em cenários que valem qualquer desafio.


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#Poker