Personalidades de destaque do remo australiano criticaram a escolha do rio Fitzroy, em Rockhampton — habitado por crocodilos —, como local para as provas da modalidade nas Olimpíadas de Brisbane, argumentando que o percurso exigirá investimentos vultosos e deixará pouco legado duradouro.
As preocupações iniciais sobre o local concentravam-se nos 500 crocodilos que vivem no rio e em suas imediações, mas também há receios quanto ao impacto da correnteza na equidade da competição e à falta de acomodações na cidade, que tem 80 mil habitantes.
No entanto, o primeiro-ministro de Queensland, David Crisafulli, anunciou na quinta-feira, no parlamento estadual, que uma análise técnica independente concluiu que o local tem condições de sediar competições justas de remo e canoagem em 2032.
Treinadores experientes e ex-remadores de elite continuam céticos de que um local situado a cerca de 600 km ao norte da cidade-sede seja a melhor opção.
"Sem um investimento massivo em infraestrutura, vai parecer apenas uma regata do interior com atletas olímpicos", disse à Reuters Andrew Butler, ex-medalhista em campeonatos mundiais e treinador de remo há 17 anos — inclusive no rio Fitzroy.

