Um juiz da capital do país marcou para setembro o julgamento do ex-canoísta olímpico David Hearn acusado de danificar deliberadamente o Espelho d’Água do Memorial Lincoln — local de um projeto de reforma multimilionário e problemático defendido pelo presidente Donald Trump.
O juiz Todd Edelman, do Tribunal Superior de Washington D.C., agendou o julgamento de David Hearn para 28 de setembro durante uma audiência realizada na segunda-feira. Essa foi a segunda vez que Hearn compareceu ao tribunal desde que um grande júri o indiciou por um crime grave (felony) de destruição de propriedade.
Hearn, que se declarou inocente da acusação em 9 de julho, solicitou ao tribunal a extinção do processo. Em uma petição judicial, seus advogados argumentaram que o governo não preservou adequadamente provas físicas importantes provenientes do Espelho d’Água.
Pelo menos três outras pessoas foram acusadas no mesmo tribunal por delitos menores (misdemeanors) por supostamente removerem fragmentos de tinta do Espelho d’Água. A acusação de crime grave contra Hearn — que o responsabiliza por causar danos de pelo menos 1.000 dólares à estrutura — prevê uma pena máxima de 10 anos de prisão em caso de condenação.
Trump ordenou a reforma do espelho d’água antes das celebrações do 250º aniversário da independência do país, mas o projeto enfrentou diversos problemas. Inicialmente, Trump sugeriu que a reforma custaria 1,5 milhão de dólares, mas o custo do projeto ultrapassou 16 milhões de dólares.
Trump, um republicano, alegou que vândalos danificaram o espelho d’água, mas críticos da administração atribuem os problemas a reparos mal executados. Hearn e seus apoiadores afirmam que o processo contra ele é uma tentativa politicamente motivada da administração Trump de desviar a culpa e transformá-lo — bem como a outros — em bodes expiatórios por suas próprias falhas.

