A Fifa deseja discutir com o Comitê Olímpico Internacional (COI) a possibilidade de limitar o torneio olímpico de futebol feminino à categoria sub-23, devido a preocupações com o excesso de jogos e a sobrecarga das atletas profissionais.
Os critérios de elegibilidade para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, já foram definidos, e os torneios classificatórios já começaram em algumas regiões; portanto, qualquer alteração só seria possível, no mínimo, a partir dos Jogos de Brisbane, em 2032. Ainda assim, fontes de ambas as organizações afirmam que estão abertas ao diálogo.
Embora nenhuma proposta formal tenha sido apresentada, entende-se que a Fifa tem interesse em analisar a questão em conversas com o COI e outras partes interessadas, como as próprias jogadoras e as principais federações nacionais cujas seleções costumam se classificar para os Jogos.
A introdução de restrições de idade alteraria drasticamente a natureza do evento e exigiria uma análise cuidadosa, além de consultas e avaliações por meio dos trâmites da Fifa e do COI.
Uma mudança desse tipo seria controversa e poderia gerar resistência por parte de grandes jogadoras internacionais, uma vez que os Jogos Olímpicos são considerados, há muito tempo, um dos pontos altos do calendário do futebol feminino — como exemplificado pela conquista da medalha de ouro pela seleção dos Estados Unidos, sob o comando de Emma Hayes, em Paris, há dois anos. O título olímpico foi disputado oito vezes, com os Estados Unidos saindo vitoriosos em cinco ocasiões.
O futebol feminino também possui um grande apelo comercial para o COI, especialmente em mercados como os Estados Unidos, a Europa e a Austrália; por isso, é possível que o comitê resista às investidas da Fifa.
O futebol feminino foi incluído nos Jogos Olímpicos em Atlanta, em 1996. Naquela época, por ser considerado um esporte amador, não havia exigências quanto à elegibilidade das atletas — ao contrário do que ocorria no futebol masculino.

