A associação nacional de tênis das Filipinas solicitou formalmente permissão, na última quarta-feira, a WTA em nome de sua estrela, Alexandra Eala, visando evitar sanções após ela decidir representar seu país nos Jogos Asiáticos de 2026.
A decisão pode custar caro, mas Eala transformou um conflito de agenda em uma questão de lealdade nacional, e sua escolha já está feita: a bandeira vem antes dos pontos. A Associação de Tênis das Filipinas (PHILTA) pediu formalmente à Associação de Tênis Feminino (WTA) que concedesse à 18ª colocada do ranking mundial uma isenção, permitindo-lhe competir no torneio sem ser penalizada por não participar do China Open, o evento obrigatório de categoria WTA 1000 que começa em 30 de setembro. Os precedentes não são muito animadores, mas a posição de Eala é firme, mesmo que os regulamentos ameacem deixar uma marca visível em sua temporada.
Como Pequim é classificado como um torneio "obrigatório", a ausência sem justificativa médica ou isenção oficial pode resultar em uma pontuação zero: nenhum ponto de ranking daquela etapa contaria para o total da jogadora durante um ano inteiro, além de uma multa de US$ 10.000 (€ 8.600). Ainda assim, a PHILTA e o Comitê Olímpico das Filipinas aceitaram o risco.
"Alex estará em Nagoya pela bandeira e pelo país", disse o presidente do Comitê Olímpico das Filipinas, Abraham Tolentino, enquanto a atleta — natural de Quezon City — visitava sua antiga escola, o Colegio San Agustín-Makati, na quinta-feira. "Foi um retorno tranquilo, porém especial: um momento de orgulho para sua antiga escola e uma lembrança carinhosa de que, não importa quão longe nossos 'agostinianos' possam ir, o CSA sempre será um lugar que eles podem chamar de lar", escreveu a escola em seu site.

