Finlândia decidiu que não irá competições organizadas pela World Aquatics após decisão sobre permitir Rússia e Belarus de competir sob suas bandeiras.
O país junta-se à Noruega e à Polônia em meio à escalada das tensões.
Membros da Federação Nórdica de Natação, contatados pela Reuters, também se distanciaram da decisão anterior da World Aquatics, tomada neste mês, de permitir que atletas russos e bielorrussos retornassem às competições com todas as honras. A medida representa uma reversão das restrições anteriores, impostas após a guerra da Rússia na Ucrânia em 2022, quando atletas dos dois países foram, em grande parte, mantidos em status neutro.
Novas conversas entre os membros da federação estão agendadas para segunda-feira. O grupo inclui representantes da Dinamarca, Estônia, Ilhas Faroé, Finlândia, Islândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia.
A World Aquatics permitiu que atletas russos e bielorrussos competissem em seus eventos com seus uniformes nacionais, bandeiras e hinos, desde 14 de abril, e confirmou que ambos os países recuperariam seus direitos de filiação plena. A disputa expôs uma crescente divisão entre as federações nórdicas e bálticas e a World Aquatics sobre as condições de participação da Rússia e da Bielorrússia.
Atletas da Rússia e da Bielorrússia estão proibidos de participar de competições esportivas internacionais desde a guerra da Rússia contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, guerra essa que teve início, em parte, em território bielorrusso. Noruega e Polônia já declararam que não sediarão campeonatos internacionais enquanto a World Aquatics permitir a participação de atletas desses dois países.
A Federação Finlandesa de Natação (Aquatics Finland) afirmou que o esporte internacional acarreta importantes responsabilidades éticas, incluindo a solidariedade com os atletas ucranianos que continuam competindo em condições difíceis.

