Entre a tristeza e o orgulho, a Federação Nacional de Esqui divulgou um comunicado contundente em resposta à decisão do COI de excluir o combinado nórdico do programa dos próximos Jogos de Inverno, a serem realizados daqui a quatro anos.
Embora a medida já fosse amplamente esperada há muito tempo, ela ainda representa um duro golpe para os atletas e para toda a comunidade envolvida na modalidade. O Comitê Olímpico Internacional confirmou, no entanto, que os próximos Jogos nos Alpes Franceses serão os primeiros a alcançar a igualdade total de gênero, fator que afetou diretamente o futuro do combinado nórdico. ”Este é um golpe enorme para o esporte, para a Federação, mas acima de tudo para cada atleta, seja da equipe francesa, dos comitês regionais de esqui ou dos clubes”, explicou a FFS, acrescentando com pesar que ”todos treinam diariamente com paixão, disciplina e determinação”.
O esporte, com mais de cem anos de existência, está profundamente ligado à história dos Jogos de Inverno do Comitê Olímpico Internacional, tendo acompanhado o Movimento Olímpico desde a edição inaugural em Chamonix, em 1924. Ele também proporcionou alguns dos momentos mais gloriosos do esqui francês: a histórica dobradinha de Fabrice Guy e Sylvain Guillaume em casa, em Albertville, em 1992; o título olímpico de Jason Lamy-Chappuis em Vancouver, em 2010; e suas cinco medalhas em Campeonatos Mundiais, incluindo títulos mundiais em 2011 e 2013.

