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Franceses surpreendem asiáticos no Mundial de Badminton 2026

Mesmo com as vitórias francesas, a Coreia do Sul foi a campeã geral

Hugo Magliano 3 min
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Thom Gicquel/Delphine Delrue
Thom Gicquel/Delphine DelrueFoto: Reprodução X

Terminou hoje (dia 23) o Mundial de Badminton 2026, realizado em Nova Délhi, na Índia, entre os dias 17 a 23 de agosto. A delegação brasileira contava com oito atletas, mas eles foram eliminados nos 16-avos de final. O Brasil jamais passou das oitavas, mas vêm expandindo sua participação no Mundial. A surpresa ficou por conta dos franceses, que levaram dois dos cinco ouros distribuídos.

Na primeira final da noite (madrugada no Brasil), pelas duplas mistas, os franceses Thom Gicquel/Delphine Delrue, atuais número 5 do ranking, destronaram aos líderes chineses Feng Yan Zhe/Huang Dong Ping por 2-1, parciais de 22/20, 19/21 e 21/15, após mais de uma hora de jogo. Curiosamente, nas duplas masculinas, Thom é apenas o número 467, enquanto que Delphine joga apenas nas duplas mistas. A última vez que uma equipe mista não asiática havia sido campeã foi em 2009.

Os bronzes ficaram com os indonésios Amri Syahnawi/Nita Violina Marwah e com os chineses Jiang Zhen Bang/Wei Ya Xin. Jiang e Wei são a dupla número 2 do mundo e foram derrotados ontem (dia 22) pelos franceses que hoje se tornaram campeões.

Nas duplas femininas as chinesas líderes do ranking também foram derrotadas. As sul-coreanas Baek Ha Na/Lee So Hee, cabeças-de-chave número 3, venceram as chinesas Liu Sheng Shu/Tan Ning por 2-0 com duplo 21/15.

Os bronzes tinham sido definidos no dia anterior, com as derrotadas das semifinais Li Yi Jing/Luo Xu Min, da China, e Treesa Jolly/Gayatri Pullela, da Índia, levando as láureas.

No individual masculino os mais favoritos já haviam dado adeus e a final foi entre o número 10 do mundo e o número 11, respectivamente Alex Lanier, da França, e Kodai Naraoka, do Japão. Cinquenta minutos foram necessários para o francês derrotar ao japonês por 2-0 com duplo 21/11. Antes da França, apenas a Dinamarca havia conquistado o ouro no individual masculino não sendo um país asiático.

Os bronzes ficaram com o canadense Victor Lai e com o taiwanês Chou Tien Chen. A medalha para o Canadá é apenas a segunda para a nação em mundiais de badminton.

No individual feminino, no encontro entre as líderes do ranking, melhor para a atual líder, a sul-coreana An Se Young, que derrotou a japonesa Akane Yamaguchi por 2-0, parciais de 21/17 e 21/14, em cinquenta minutos de partida.

Os bronzes foram para a tailandesa Pornpawee Chochuwong e para a chinesa Wang Zhi Yi.

Nas duplas masculinas a China manteve sua tradição de levar pelo menos um ouro no mundial, legado que perdura desde 1983. Os chineses Liang Wei Keng/Wang Chang derrotaram aos experientes malaios Aaron Chia/Soh Wooi Yik por 2-0, parciais de 21/17 e 21/16, no jogo mais rápido do dia.

Os bronzes foram para os sul-coreanos Kim Won Ho/Seo Seung Jae e para os taiwaneses Lee Jhe Huei/Yang Po Hsuan.

No quadro geral da competição a líder foi a Coreia do Sul com dois ouros e um bronze, seguido pela França com dois ouros, e pela China, com um ouro, duas pratas e três bronzes. Foi a terceira vez na história que a Coreia do Sul liderou o quadro, tendo liderado também nos anos de 1999 e 2023.

A Coreia do Sul se tornou, ao lado da Indonésia, o segundo país mais vencedor do torneio. O maior vencedor absoluto ainda é a China, que venceu 21 das 30 vezes que o mundial foi disputado. Além desses três países, também já foram campeões Japão (duas vezes) e Dinamarca (uma vez).

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