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Gabi acusa CBV de falta de humanidade no caso Tifanny e defende presença da atleta na Superliga 26/27

Capitã da seleção feminina diz que decisão em seguir a política de gênero do COI deveria ter sido feita de forma mais humana, em respeito à Tifanny

Redação Surto Olímpico 2 min
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Gabi acusa CBV de falta de humanidade no caso Tifanny e defende presença da atleta na Superliga 26/27
Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV

Gabi saiu em defesa de Tifanny após o banimento da atleta de competições de vôlei. Em entrevista ao portal ge.globo, a capitã da seleção feminina acusou a Confederação Brasileira de vôlei de faltar humanidade no tratamento com a atleta trans:

"Fiquei muito triste por ver a falta de humanidade em como a Tifanny foi tratada. Ela era uma atleta elegível pela própria Confederação Brasileira, podia jogar, participar da Superliga já há oito, nove anos. Construiu uma carreira, uma história, e eu acho que pouco pensaram nela como ser humano. O comunicado (do banimento) veio numa sexta-feira. Na quinta, ela estava treinando com o Osasco e aí de repente não pode mais atuar na Superliga. A CBV disse que seguia critérios do COI, mas não era obrigada a fazer nesse momento. Poderia ser num “timing” diferente, pensando principalmente em como impactaria a carreira e a vida da Tifanny" disse Gabi, que está em preparação para o sul-americano de vôlei que começa nesta terça (8).

Gabi ainda espera que a decisão seja revertida e Tifanny possa disputar a Superliga 26/27 - no momento, ela disputa o campeonato paulista porque a decisão contra atletas da CBV foi emitida após o início do campeonato e não tem efeito para a competição:

" Tive a oportunidade de conversar com ela, e uma das coisas que a Tifanny passou foi que só queria ter a oportunidade de terminar a temporada com dignidade, porque já estava pensando na aposentadoria. Acho que ela merece jogar esta Superliga e depois ter a oportunidade de se aposentar dignamente. Fico muito triste por não a terem tratado de forma mais humana, porque é uma jogadora que contribuiu para o vôlei brasileiro."

Entenda a situação

Em agosto, a Confederação Brasileira de vôlei (CBV) anunciou que adotaria em suas competições nacionais de quadra e praia, a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas na categoria feminina, onde as jogadoras devem apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.

Tal decisão exclui Tifanny, de 41 anos, das competições após nove temporadas no voleibol brasileiro. O Osasco, sua equipe, ainda busca meios com órgãos nacionais e internacionais para que a sua atleta possa disputar as competições desta temporada.

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#Gabi#Tifanny#CBV