Surto Olímpico
Voltar

Gabriel Medina vence Jack Robinson e é campeão nas Filipinas

Tricampeão mundial quebra jejum de quase quatro anos e assume a vice-liderança do ranking. Yago Dora cai na semi, mas se mantém em primeiro; no feminino, Caitlin Simmers levou o título.

Marcos Domínguez 3 min
Compartilhar
Gabriel Medina, campeão em Cloud 9
Gabriel Medina, campeão em Cloud 9Foto: Matt Dunbar/WSL

A etapa das Filipinas do Circuito Mundial de Surfe chegou ao fim na madrugada desta terça-feira (3) em Cloud 9, na ilha de Siargao, e coroou Gabriel Medina. Após 1.285 dias sem vencer uma etapa da elite, o surfista de Maresias derrotou o australiano Jack Robinson na final por 16,93 a 14,50 e quebrou um jejum que durava desde abril de 2023, quando venceu em Margaret River, na Austrália. No feminino, a estadunidense Caitlin Simmers ficou com o título.

O domingo (1º) já havia sido de definições em Cloud 9 e o “Brazilian Storm”, se por um lado perdeu nomes importantes na disputa pelo título da etapa, por outro garantiu dois representantes nas semifinais masculinas. Yago Dora, atual campeão mundial e líder do ranking, chegou à semi embalado: nas oitavas, venceu o filipino John Mark Tokong por 15,50 a 14,07; nas quartas, contra o japonês Kanoa Igarashi, somou 17,37 pontos, com destaque para uma nota 9,87 após um grande tubo seguido de aéreo.

Gabriel Medina também avançou com direito à emoção. Nas oitavas, protagonizou um milagre nos segundos finais contra Crosby Colapinto, acertando um aéreo espetacular de nota 8,40 para virar o placar e vencer por 14,57 a 13,00. Nas quartas, Medina derrotou o australiano George Pittar por 12,33 a 9,17, com notas 7,00 e 5,33.

O confronto na semi entre Yago e Gabriel foi muito aguardado – e começou bastante movimentado. Medina saiu na frente com uma onda espetacular de 8,83. O Yago respondeu com uma nota 7,00. Passados alguns minutos, Medina computou um 4,17, e Yago conseguiu pegar uma onda de 6,50, assumindo a liderança da bateria, mas Gabriel não deixou por menos: com um 6,93, voltou à dianteira, deixando Yago a um 8,77 da virada.

Precisando de uma onda salvadora, o dono da lycra amarela foi para o tudo ou nada nos minutos finais, mas não conseguiu reagir. Vitória de Gabriel Medina por 15,76 a 13,50.

E então, a final contra o australiano Jack Robinson, que começou com o surfista de Margaret River surfando a primeira onda, recebendo 6,17. Medina respondeu na sequência, pegando uma onda de 7,50. Pouco depois, Jack Robinson dropou a sua segunda onda, recebendo 5,00 dos juízes.

Só que Gabriel Medina estava nos seus melhores dias. Tanto que, na metade da bateria, o tricampeão achou um excelente tubo, ganhando 9,43 e jogando o rival para a combinação. Precisando somar pontos, o australiano passou a arriscar mais. A 16 minutos do fim, entrou num tubo, mas sofreu uma queda, levando 6,27.

Na sequência, porém, Robinson surfou para um 8,23, saindo da combinação. Dono da prioridade, Gabriel tratou de marcar o australiano nos minutos finais. A estratégia deu certo e a vitória ficou mesmo com Gabriel Medina por 16,93 a 14,50.

No feminino, o título ficou com a estadunidense Caitlin Simmers, que saltou três posições no ranking, assumindo a terceira colocação. Na semifinal, ela venceu a havaiana Carissa Moore em bateria polêmica. Carissa, que foi punida por uma interferência, acabou tendo uma nota retirada, o que foi determinante para a derrota por 9,43 a 5,67. Na final, a vítima foi a australiana Isabella Nichols, derrotada por Caitlin por 12,00 a 10,77.

Luana Silva, única representante brasileira no feminino, havia sido eliminada nas quartas de final pela pentacampeã mundial Carissa Moore, com o placar de 13,57 a 7,83.

A vitória após três vices na temporada fez Gabriel Medina subir da quarta para a segunda colocação do ranking, com 53.210 pontos. Yago Dora, que terminou a etapa em terceiro lugar, mantém a liderança com 54.950 pontos, com uma diferença de apenas 1.740 pontos entre os dois brasileiros. Ítalo Ferreira aparece em terceiro, com 49.335, seguido por Griffin Colapinto (46.195) e Miguel Pupo (45.270), fechando o top-5.

A etapa de Cloud 9 foi a penúltima das 12 previstas no calendário de 2026. Agora, os surfistas voltam as atenções para o Pipe Masters, em Pipeline, no Havaí, que acontece de 8 a 20 de dezembro e encerra a temporada.

A etapa terá peso especial na classificação: enquanto as competições regulares distribuem 10 mil pontos ao vencedor, o campeão em Pipeline receberá 15 mil pontos, que pode trazer reviravoltas na tabela e mantém a disputa pelo título completamente aberta entre os primeiros colocados.

Com a campanha nas Filipinas, o surfe brasileiro chega à decisão no Havaí com quatro representantes entre os cinco primeiros do ranking: Yago Dora, Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Miguel Pupo. Se depender do Brazilian Storm, o título mundial de 2026 tem tudo para desembocar no Brasil.

Compartilhar
#Surfe#Gabriel Medina#Jack Robinson#Yago Dora#Ítalo Ferreira#Caitlin Simmers#Carissa Moore#Circuito Mundial de Surfe#Cloud 9#Siargao#Filipinas#Pipe Masters