A treinadora Tatiana Figueiredo falou a respeito da participação brasileira na competição. “Estamos no primeiro ano do novo ciclo olímpico, e nosso pensamento é a longo prazo. A gente está vindo de um ciclo anterior que foi fantástico. Na edição de Birmingham do Mundial, em 2023, tivemos Alice e Camilla na final. Anos atrás, nossa meta num Campeonato Mundial era alcançar uma semifinal. Diante disso tudo, podemos constatar que tivemos um crescimento extraordinário. Outra prova é que conseguimos classificar para a Olimpíada uma ginasta e um ginasta do Brasil, um feito inédito. Agora, neste ciclo, os principais objetivos estão traçados para 2027. É quando queremos ter nossos atletas nas condições ideais para disputer vagas nos Jogos de Los Angeles”.
Em Varna, boa parte do trabalho será de observação e estudo. “Queremos analisar as séries dos adversários, ver de que forma estão explorando as regras do novo código de pontuação. É um momento para avaliar e reavaliar composição das séries, de forma a poder realizar ajustes posteriormente”, complementa Tatiana.De qualquer forma, o Brasil inicia o ciclo olímpico em outro patamar. “A Ginástica de Trampolim do Brasil já é vista com outro olhar. Hoje atletas como Alice, Camilla e Rayan Dutra, que competiu nos Jogos Olímpicos de Paris e quase foi finalista, são observados com respeito e admiração. Isso nos enche de confiança e de energia para prosseguirmos trabalhando com afinco”, acrescenta a treinadora.