A expressão “de tirar o fôlego” se encaixa perfeitamente no que aconteceu neste domingo (06/09) no Parque Sarah Kubitschek, em Brasília (DF), com Gui Khury fazendo história na capital federal. Com todas as notas de suas voltas na final acima da casa dos 90 pontos, o skatista curitibano se sagrou campeão do Pro Tour STU no Skate Vertical, feito inédito numa carreira que impressiona desde muito cedo, quando já detinha três marcas no Guinness World Records aos 12 anos.
Antes de falar da final, vamos à semifinal que abriu o domingo, com os skatistas voando em direção a um céu lindo, totalmente azul e praticamente sem nuvens. Os oito nomes que vieram das eliminatórias da véspera, e não conseguiram vaga direta na final, feito exclusivo de Gui Khury e Luigi Cini, buscavam as outras seis vagas na decisão. Apenas os dois com pior desempenho não seguiram adiante – o brasileiro Vinícius Kothe (44,74) e o americano Shea Donavan (22,67).
Até a chuva chegar com força na capital federal e atrasar a programação do evento em uma hora e meia. Iniciada a final, os voos na rampa de 4,20m de altura passaram a ser em direção a um céu mais tímido, com menos cor, o que não foi capaz, porém, de tirar a beleza e a plasticidade do espetáculo. O público, ávido por rever o que aconteceu mais cedo, retornou e lotou o complexo novamente. Todos sabiam que valeria a pena. O melhor do VERT voltou à cena.
E a melhor versão de um iluminado Gui Khury também. Já no início, uma volta impressionante, a primeira nota “9 Gang”, um 93,24. Na seguinte, um salto ainda mais alto para 95,83. Na terceira, mais insana, arrancou dos juízes um 96,77. Seria possível essa nota seguir nessa progressão? Em se tratando de Gui Khury, sim. E foi o que ele fez, recebendo um 97,20 e levando todos na arquibancada à loucura. Festa para um ainda prodígio, agora aos 17 anos.
“Pela primeira vez na minha vida consegui tirar todas as minhas notas acima de 90 pontos na mesma fase de uma competição. E, graças a Deus, aconteceu numa final, e do STU. Claro que não poderia estar mais feliz. Já é muito difícil acertar uma volta, digamos, perfeita. Agora, imagina acertar quatro?! Quando faço uma volta boa, já penso no que fazer e evoluir na próxima para melhorar a nota. Quando tirei o 93, não fiquei muito feliz com a volta. Daí falei: ‘Tenho mais manobra para aumentar isso, tenho meus upgrades’. E deu tudo certo”, vibrou.

