Vencedor da primeira edição do Campeonato Brasileiro feminino, em 1976, e bicampeão em 1981, quando venceu o Minas Tênis Clube na final, o Fluminense almeja encerrar o longo jejum na principal competição nacional. O clube se ausentou da modalidade por quase duas décadas, entre 1997 e 2016. Logo no ano de seu retorno, conquistou o acesso para disputar a Superliga Feminina. De lá para cá, passou pelo perigo do rebaixamento, mas alcançou os playoffs nas últimas cinco edições.
Para a atual temporada, a diretoria do clube tricolor optou por mudanças no elenco e contratou o treinador argentino Facundo Morando, que também comanda a seleção do seu país. A busca pelo profissional, que estava no Alianza Lima, do Peru, foi justificada pela sua experiência, títulos e o desejo de chegar, ao menos, na semifinal do campeonato nacional, o que não ocorre desde os anos 1980.
Reformulação toma conta do Fluminense para nova temporada
Depois do sexto lugar na fase classificatória e a queda nas quartas de final na Superliga anterior, a diretoria optou por um novo direcionamento para a temporada 2026/27, apesar de manter jogadoras de destaque, como Pri Heldes e Ariane.
Além das citadas, tiveram os contratos renovados as levantadoras Betina e Amanda Sehn, as centrais Paracatu e Dani Seibt, as líberos Kika e Gabi Santin e as atacantes Vic Martini e Ana Medina.
No plantel, que se reapresentou no início de julho, não permaneceram nomes importantes como Lara Nobre, que se transferiu para o Praia Clube, além de Amanda Campos, Lays e Marcelle, que rumaram à Osasco. Carol Grossi, Valdez, Fabíola, Pietra, Vanessa Janke e Stephany também deixaram o clube.
Em contraponto às baixas, se juntaram à equipe a central Gabi Martins, campeã da última Superliga com o Praia Clube, a central Valquíria e a ponteira Natália Danielski, ambas ex-Osasco. Também chegaram as jovens ponteiras Bianca Bertolino, da Argentina, Julia de Paula, brasileira naturalizada espanhola com passagem pelo voleibol europeu, e Aline Segato, destaque do Paulistano/Barueri e da seleção brasileira de base.

(Foto: Divulgação/Fluminense FC)
Diretoria buscou treinador no mercado sul-americano
Após trabalhos considerados insatisfatórios de Guilherme Schmitz e Marcos Miranda, desta vez a diretoria aposta em um nome estrangeiro. O argentino Facundo Morando, bicampeão nacional pelo Alianza Lima, do Peru, assumiu o Tricolor exaltando sua estrutura e comentou a metodologia que deseja implementar:
“Gostei muito da estrutura do clube. Você tem de tudo para trabalhar, para poder fazer um bom trabalho. O clube te oferece tudo e acho que isso é muito importante. Estou muito feliz de estar aqui no Fluminense. Minha filosofia é de muito trabalho, uma exigência muito alta, muita empatia com as jogadoras e que tudo o que vamos fazer vai ser 100% para e pelo escudo do Fluminense que carregamos no peito. Temos uma equipe muito jovem, mas com algumas jogadoras que têm muita experiência, com muita tradição na Superliga. Esperamos poder competir contra todas as equipes e deixar o clube representado da melhor maneira”, contou Facundo.

Foto: Mailson Santana/Fluminense FC
Elenco para a Superliga 2026/27
Levantadoras: Pri Heldes, Betina Zarth e Amanda Sehn.
Opostas: Ariane Helena e Ana Medina.
Ponteiras: Julia de Paula, Natália Danielski, Vic Martini, Bianca Bertolino (ARG) e Aline Segato.
Centrais: Gabi Martins, Dani Seibt, Valquiria Dullius, Camila Paracatu e Ana Alice Freitas.
Líberos: Kika Motta e Gabi Santin.
Técnico: Facundo Morando.


