Surto Olímpico
Voltar

Guia da Superliga Feminina de vôlei: panorama do Minas Tênis Clube para a temporada 2026/27

Diretoria minastenista manteve a base do elenco, contratou apenas quatro reforços e deu oportunidade à Leandro Vissotto, que fará sua estreia como técnico profissional, para voltar a conquistar títulos nacionais

Sara Franco 4 min
Compartilhar
Guia da Superliga Feminina de vôlei: panorama do Minas Tênis Clube para a temporada 2026/27
Foto: Hedgard Moraes/MTC

Há duas temporadas sem vencer campeonatos nacionais, o Minas Tênis Clube chega à temporada 2026/2027 em busca de encerrar o jejum com um elenco pouco modificado e um novo técnico, campeão mundial pela seleção brasileira masculina como jogador. O clube, fundado em 1935, é um dos mais tradicionais do país. Revelou diversos medalhistas olímpicos em diferentes modalidades e possui seis títulos da Superliga Feminina de vôlei.  

Segundo maior campeão brasileiro ao lado do Osasco, atrás somente do Sesc Flamengo, detentor de 12 troféus, a agremiação mineira é a única a ter participado de todas as edições da principal competição nacional.

Clube perdeu Julia Kudiess, mas manteve grande parte do elenco anterior

Para a nova temporada, a diretoria investiu na continuidade do plantel, mantendo 11 atletas e adicionando apenas quatro novas contratações.

As levantadoras Julia Nowicka e Fran Tomazoni, as opostas Vallentina Biondo e Amanda Marques, as ponteiras Hilary Johnson e Ana Rüdiger, além das centrais Thaisa, Giovana e Júlia Koehler e a líbero Nyeme, permanecem para a nova temporada.

A principal mudança ocorreu no meio de rede, com a saída da jovem porém experiente Júlia Kudiess para o voleibol italiano. Para o lugar da prata da casa, o clube apostou no destaque do Paulistano/ Barueri, Luzia Nezzo. A central de 1,99 m, medalhista na Copa do Mundo de 2025 e nas edições 2025 e 2026 da Liga das Nações (VNL) pela seleção brasileira, vem com a missão de substituir a maior bloqueadora da última temporada da Superliga.

Luzia chegou ao Minas para substituir a companheira de seleção brasileira Jula Kudiess (Foto: Hedgard Moraes/MTC)

Na saída de rede, a equipe se despediu da russa Maria Khaletskaya e deu as boas-vindas à Jheovana, outra atleta ex-Barueri. A oposta já teve passagem pela seleção brasileira e figurou entre as melhores atacantes e sacadoras nas últimas edições da Superliga.

Após seis anos, o Minas se despediu de Pri Daroit, jogadora bastante identificada com a torcida. Glayce Vasconcelos também deixou o time. Maiara Basso, de volta após dez anos, e a domincana Flormarie Heredia, em sua primeira temporada profissional, desembarcam em Belo Horizonte como opções.

Leandro Vissotto terá sua primeira oportunidade como técnico profissional

Para comandar a temporada, a diretoria contratou o técnico Leandro Vissotto. O ex-oposto atuou pelo clube entre 2021 e 2023 e foi multicampeão como jogador da seleção brasileira. Em sua curta carreira do lado de fora das quatro linhas, treinou times universitários dos Estados Unidos. O Minas é a sua primeira experiência à frente de um elenco profissional.

Esta é a primeira vez, desde 2017, em que a equipe não será comandada por um italiano. Ao longo das passagens de Stefano Lavarini e Nicola Negro, o time da rua da Bahia engatou uma sequência de títulos nacionais e bons resultados internacionais, incluindo o vice-campeonato mundial em 2018.

Na última temporada, sob o comando de Lorenzo Pintus, o Minas acabou perdendo as duas finais disputadas.

Elenco para a Superliga 2026/27

Levantadoras: Julia Nowicka (POL) e Fran Tomazoni.
Opostas: Jheovana, Amanda Marques e Vallentina Biondo.
Ponteiras: Maiara Basso, Flormarie Heredia (DOM), Hilary Johnson (CAN) e Ana Rüdiger.
Centrais: Thaisa, Luzia, Giovana Guimarães e Júlia Koehler.
Líberos: Nyeme e Larissa Fortes.

Técnico: Leandro Vissotto

Novo uniforme presta homenagem ao primeiro título de Superliga

Durante a apresentação do elenco e da renovação do patrocínio para a próxima temporada, o Minas também revelou seu novo uniforme.

A camisa presta uma homenagem aos 25 anos da conquista do primeiro título de Superliga, sendo uma modernização do conjunto, predominantemente azul, com faixas brancas triangulares nas laterais, usado naquela edição (2001/02), .

O clube derrotou o Osasco no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, dispondo de um elenco recheado de grandes nomes, como Fofão, Fabi Claudino, Fabíola, Erika Coimbra, Juciely, Cristina Pirv e uma jovem Sheilla Castro.

Apresentação no novo uniforme em homenagem ao título da Superliga 2001/02 (Foto: Hedgard Moraes/MTC)

Preparação para a temporada teve derrotas amargas

Antes da estreia na Superliga, o grupo participou de dois torneios amistosos e do Campeonato Mineiro.

Na Brasil Cup Belém, a equipe minastenista garantiu o primeiro lugar do torneio ao vencer o Alianza Lima e o Osasco.

Pela Copa Brasília, disputada há três temporadas, terminou na terceira colocação, após uma derrota para o Voley Universitario, da Argentina, e uma vitória sobre o Brasília Vôlei.

Por fim, no Campeonato Mineiro, sediado em seus domínios, na Arena UniBH, o time foi vice-campeão, perdendo a final para o seu maior rival, o Praia Clube.

Minas fará os três primeiros jogos em casa

O Minas disputará em casa as suas três primeiras partidas na Superliga.

No sábado (17), às 18h30, inaugura a edição 2026/27 diante do Abel Vôlei Brusque.

Uma semana depois, no dia 23, recebe o Paulistano/Barueri. Para encerrar o mês de outubro, o Brasília será o adversário do dia 31.  

 

Compartilhar
#Minas Tênis Clube#Minas Gerais#Belo Horizonte#Thaisa#Leandro Vissotto#Luzia Nezzo#Superliga Feminina#Fofão#Sheilla Castro