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Guia da Superliga Feminina de vôlei: panorama do Paulistano/Barueri para a temporada 2026/27

Saída dos pilares estruturais e de quase todo o elenco anterior forçou o clube a executar uma profunda reformulação; diretoria priorizou a promoção e a contratação de jovens atletas, mas também adicionou três reforços experientes

Thiago Chaguri 4 min
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Guia da Superliga Feminina de vôlei: panorama do Paulistano/Barueri para a temporada 2026/27
Foto: Fernanda Georges/CAP BVC

A saída de atletas promissoras formadas na base — algumas delas já com passagem pela seleção brasileira — e a necessidade de reformular praticamente todo o elenco marcam a preparação do Paulistano/Barueri para a Superliga Feminina de vôlei 2026/27. Mantendo a tradição de apostar em atletas jovens, a equipe comandada por Wagner Coppini, o Wagão, busca voltar aos playoffs após uma temporada abaixo das expectativas, que quase culminou no primeiro rebaixamento de sua história na competição.

Criado por José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina, o projeto completou dez anos em 12 de outubro e conquistou a simpatia de muitos voleifãs. As jogadoras recebem o apelido carinhoso de “Chiquititas”, em referência à juventude dos elencos e ao trabalho voltado prioritariamente à formação de atletas.

Campeão paulista em 2019, o Barueri ainda não teve a mesma sorte em competições de nível nacional. Na Superliga, suas melhores campanhas terminaram nas quartas de final.

Três atletas promissoras formadas na base e convocadas para a seleção brasileira seguiram novos caminhos

Apesar do surpreendente vice-campeonato paulista, o clube enfrentou dificuldades no decorrer da temporada 2025/26. Chegou a flertar com a queda na Superliga e ficou na décima colocação, a primeira fora da zona de rebaixamento. Na Copa Brasil, sofreu a eliminação nas quartas de final após derrota por sets diretos para o Sesc Flamengo.

Ao contrário da temporada anterior, quando manteve 12 jogadoras e trouxe apenas a levantadora Jacke Pina, o Paulistano/Barueri passou por uma profunda reformulação para 2026/27.

Jacke e a líbero Ana Luiza Bento, pratas da casa, são as únicas remanescentes do elenco anterior. A comissão técnica promoveu outras cinco crias da base: a levantadora Duda Zeni, a oposta Dhandara, as centrais Palhano e Todinca e a líbero Antônia.

Jacke fará sua sétima temporada pelo Barueri, a segunda consecutiva após o retorno (Foto: Fernanda Georges/@fegeorges.midia)

O pilar da antiga estrutura foi desfeito: saíram a central Luzia Nezzo, medalhista de bronze na última Copa do Mundo, além da oposta Jheovana, melhor sacadora e a terceira maior pontuadora da Superliga na temporada 2024/25, e a ponteira Aline Segato, todas com convocações recentes para a seleção brasileira.

Luzia e Jheovana fizeram as malas rumo à Belo Horizonte para defender o Minas Tênis Clube, enquanto Segato pegou a ponte aérea para o Rio de Janeiro e acertou com o Fluminense.

Clube manteve a tradição de investir na juventude e adicionou uma pitada de experiência ao novo plantel

Apesar das mudanças, a comissão técnica manteve o investimento na juventude, como de praxe, e contratou oito atletas entre 20 e 23 anos. Os outros três reforços têm entre 27 e 29 anos e chegam para dar uma pitada de experiência ao plantel.

Para orquestrar o setor ofensivo, a diretoria aposta na levantadora Ana Flávia Galvão, que retorna ao Brasil após oito anos no exterior. Nesse período, a atleta rodou pela Europa, Nepal, e seu último clube foi o Khorfakkan, dos Emirados Árabes Unidos. No currículo, apresenta títulos e prêmios individuais de melhor levantadora nas ligas espanhola e nepalesa.

A responsabilidade de rodar as bolas ficará a cargo de duas jovens de 21 anos. Anna Luiza Maccarone é versátil e pode atuar tanto como oposta quanto como ponteira. Revelada pela base do clube, ela retorna após disputar as duas últimas temporadas pelo Pinheiros. Evelyn Carvalho, eleita a melhor oposta do Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-21 de 2024/25, estava no Renasce Sorocaba, rebaixado à Superliga B na edição anterior.

De lá também veio Camilly Salomé, 13ª maior pontuadora da última Superliga. Outro reforço sub-23 para a posição é Sassá, ex-Maringá (atual Londrina). Pietra Jukoski, que fez o caminho inverso de Aline Segato, e Duda, ex-Brasília, completam o grupo de ponteiras.

Camilly teve ótimo desempenho ofensivo por Sorocaba na temporada anterior (Foto: Fernanda Georges/@fegeorges.midia)

Aos 26 anos, Geovana Freitas será a central mais experiente do elenco. Outra atleta com passagem pela base do clube, ela compunha o plantel do Osasco desde 2024. Wagão também buscou duas jogadoras premiadas como melhores centrais do Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-21: Thaina Kiarele, destaque da edição 2022/23, chega do Pinheiros, e Thays Oliveira, eleita na temporada 2023/24, defendia o Sesi-Bauru desde 2022.

Para fechar o elenco, a líbero Sophia Dantas trocou de cidade na região metropolitana de São Paulo e deixou Osasco para atuar em Barueri.

Elenco para a Superliga 2026/27

Levantadoras: Jacke Pina, Ana Flávia Galvão e Duda Zeni.

Opostas: Evelyn Carvalho, Anna Luiza Maccarone e Dhandara.

Ponteiras: Pietra Jukoski, Camilly Salomé, Gabrielle Eduarda (Duda) e Sabrina Victoria (Sassá).

Centrais: Thaina Kiarele, Geovana Freitas, Thays Oliveira, Isabela Todinca e Juliana Palhano.

Líberos: Sophia Dantas, Ana Luiza Bento e Antônia Maud.

Técnico: Wagner Coppini (Wagão).

Campanha abaixo do esperado tirou o Barueri das semifinais do Campeonato Paulista

Apesar de ser uma das quatro equipes paulistas na Superliga, o Paulistano/Barueri não teve um bom início de temporada e ficou fora das semifinais do estadual. Nos confrontos diretos com os outros três representantes da elite nacional, venceu apenas o Pinheiros, por 3 a 1, e não conseguiu sequer arrancar sets de Osasco e Sesi-Bauru.

A derrota por 3 a 0 para o São Caetano, equipe da Superliga B, na segunda rodada, impactou na campanha. Barueri terminou o estadual na quinta colocação, enquanto o clube do ABC Paulista avançou de fase.

Elenco visa passar uma borracha no estadual para ser competitiva na Superliga (Foto: Fernanda Georges/@fegeorges.midia)

Equipe terá sequência pesada de três jogos fora de casa no início da Superliga

O Paulistano/Barueri disputará os três primeiros jogos da Superliga fora de casa. A estreia será diante do Sesc Flamengo, no Rio de Janeiro, às 21h de 19 de outubro (segunda-feira).

Na sequência, a equipe viaja a Belo Horizonte para enfrentar o Minas Tênis Clube, no dia 23. Uma semana depois, em 30 de outubro, volta ao estado mineiro, desta vez para encarar o Praia Clube, em Uberlândia.

O debute em casa será apenas em novembro, no dia 8, contra o Abel Vôlei Brusque.

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