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Guia da Superliga Feminina de vôlei: panorama do Sesc Flamengo para a temporada 2026/27

Equipe comandada por Bernardinho manteve grande parte do elenco anterior, fez contratações pontuais e abriu a temporada faturando dois títulos

Rafael Lisboa 5 min
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Guia da Superliga Feminina de vôlei: panorama do Sesc Flamengo para a temporada 2026/27
Foto: Juliana Nascimento/CR Flamengo

Após a conquista da Copa SuperVôlei e do Campeonato Carioca, o Sesc Flamengo chega na atual edição da Superliga Feminina mirando o retorno a final, o que não ocorre desde 2018. Para isso, o técnico bicampeão olímpico Bernardinho manteve a base do elenco anterior e fez contratações pontuais no mercado, além de ascender atletas da base.

Maior campeão da Superliga, o Sesc Flamengo herdou todos os 12 títulos conquistados por Paraná e Rio de Janeiro, no período entre 1997 e 2017. Na atual parceria, envolvendo a entidade do ramo do comércio e o clube rubro-negro, o melhor resultado foi a terceira colocação nas temporadas 2023/24 e 2025/26. Em ambas as ocasiões, o Praia Clube foi o algoz das semifinais.

A equipe carioca terá a possibilidade de sediar jogos em três ginásios diferentes, por conta da inauguração da Arena Niterói, no mês de junho. Com capacidade para um público de 2.600 pessoas, a arena recebeu a Copa SuperVôlei e pode superar a ocupação máxima do Tijuca Tênis Clube, porém fica aquém da totalidade do Maracanãzinho.

Flamengo optou por manter a base e buscou apenas três reforços

Na sétima temporada da parceria entre Sesc, Flamengo e Bernardinho, o clube fez um planejamento de manutenção da base do elenco da temporada passada.

As levantadoras Giovana e Vivian, a oposta Tainara, as ponteiras Karina, Simone Lee e Mikaela, as centrais Juju, Lorena e Maša Kirov — ausente no início na temporada por conta de uma lesão no joelho —, e as líberos Laís e Victoria renovaram o contrato.

Para além das remanescentes, novas atletas da base também apareceram na equipe que disputou o Campeonato Carioca no início de outubro, como a central Nayla e a ponteira Gi Perrota, campeãs do último estadual sub-21. Além delas, a central Bia Paranhos se destacou ao estrear contra o Tijuca no último dia 6 e agradeceu a oportunidade:

"Busquei colocar em prática tudo o que temos treinado. Nosso time vem trabalhando forte, seja na quadra ou na academia. Tivemos viagens, jogamos amistosos. Entrei em quadra com o propósito de ser feliz. É uma oportunidade incrível estar aqui neste grupo, trabalhando ao lado de nomes como Bernardinho, Tainara e outras. É inimaginável", comentou a jovem central após a estreia.

Em relação as contrações, a diretoria trouxe apenas três atletas. Ariele, ex-Tijuca, retorna depois de dois anos para a sua terceira passagem no time rubro-negro. A ponteira fará dupla com a oposta Jaque Schmitz, de 22 anos, proveniente do antigo Maringá, atual Londrina.

Olhando para o mercado internacional, a sérvia Minja Osmajić chega para repor a ausência da compatriota Kirov, que está em período de recuperação da lesão no ligamento cruzado anterior, sofrida durante a Liga das Nações (VNL), em julho.

Helena é a principal baixa da temporada

Destaque do Sesc desde a base, Helena Wenk anunciou, em maio, a saída após cinco anos no projeto. Em busca de mais tempo de quadra, a ponteira assinou com o LOVB Miami, dos Estados Unidos, e será comandada por Paulo Coco, auxiliar técnico da seleção brasileira.

Além dela, a central Adria, a levantadora Clara e a oposta Camila Mesquita buscaram outros clubes brasileiros, enquanto a ponteira Vittoria Kuehne se transferiu para a Hungria.

Elenco para a Superliga 2026/27

Levantadoras: Giovana Gasparini e Vivian Lima.

Opostas: Tainara Santos e Jaque Schmitz.

Ponteiras: Karina Souza, Simone Lee, Mikaela Hestmann, Ariele Moreira e Gi Perrota.

Centrais: Lorena Viezel, Maša Kirov, Juju Gandra, Minja Osmajic, Bia Paranhos e Nayla Ferreira.

Líberos: Laís Vasques e Victoria Stadler.

Técnico: Bernardinho Rezende

Arena Niterói aparece como opção às obras do Maracanãzinho

O Sesc Flamengo costuma utilizar o ginásio do Tijuca Tênis Clube para os jogos de fase classificatória, enquanto o Maracanãzinho é o palco escolhido para os confrontos eliminatórios ou com potencial de maior público. No entanto, uma obra prevista para o final de 2026 pode frustrar os planos da equipe em relação ao icônico local durante a fase decisiva da temporada.

Em contraste à possível perda, a Arena Niterói, sede da Copa SuperVôlei e inaugurada em junho deste ano, surge como opção de mando para o rubro-negro. Localizada no centro da cidade, separada do Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara, a arena conta com apoio da prefeitura local e possui boa estrutura, porém, pode ser preterida pelo ginásio do Tijuca por conta da distância.

Bernardinho inicia a temporada com testes e títulos

Após a reapresentação do elenco no mês de junho, o Sesc Flamengo voltou às quadras em setembro para a disputa da Copa SuperVôlei. O torneio, disputado no formato triangular, contou com as participações de Fluminense e Praia Clube e rendeu a primeira conquista do ano. O rubro-negro bateu o rival estadual em um jogo equilibrado, decidido por 3 sets a 1, e virou contra o time de Uberlândia, vencendo-o por 3 a 2. Em ambas as partidas, Helio Griner esteve no comando da equipe, que teve a oposta Tainara como destaque, marcando mais de 50 pontos na soma dos jogos.

No mês seguinte, de Niterói para a Tijuca, o Flamengo estreou no Campeonato Carioca com um time alternativo, promovendo a participação das jogadoras contratadas na vitória por 3 a 0 contra o clube homônimo ao bairro. Em sequência, sofreu uma derrota para o Tricolor das Laranjeiras por 3 a 1, mas conseguiu a revanche logo na final, com vitória por sets diretos no ginásio do Hebraica. Este foi o 21° título de Bernardinho na competição, que teve Simone Lee como MVP (Melhor Jogadora da Competição).

"Estou muito feliz por essa conquista e por termos apresentado o nosso melhor voleibol. Nunca é fácil chegar depois de todo mundo. Então, foi muito bom terminar essa primeira parte da temporada com dois títulos. Esse grupo tem muita energia e é especial. As mais novinhas nos fazem sentir novas junto com elas.", afirmou a atleta estadunidense.

Equipe ainda não divulgou o local dos mandos de quadra para os primeiros jogos de Superliga

Visando o retorno às finais e a conquista do primeiro título desde a parceria com o Flamengo, a tradicional equipe carioca estreia em casa contra o Barueri, no dia 19, às 21h.

Depois, encara o Brasília no Ginásio da Federação de Vôlei do DF, às 18h30 do dia 23, e encerra outubro diante do Mackenzie, novamente no Rio, no dia 31, às 18h30.

O ginásio que receberá os jogos do Flamengo como mandante ainda não foi divulgado.

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