Após a conquista da Copa SuperVôlei e do Campeonato Carioca, o Sesc Flamengo chega na atual edição da Superliga Feminina mirando o retorno a final, o que não ocorre desde 2018. Para isso, o técnico bicampeão olímpico Bernardinho manteve a base do elenco anterior e fez contratações pontuais no mercado, além de ascender atletas da base.
Maior campeão da Superliga, o Sesc Flamengo herdou todos os 12 títulos conquistados por Paraná e Rio de Janeiro, no período entre 1997 e 2017. Na atual parceria, envolvendo a entidade do ramo do comércio e o clube rubro-negro, o melhor resultado foi a terceira colocação nas temporadas 2023/24 e 2025/26. Em ambas as ocasiões, o Praia Clube foi o algoz das semifinais.
A equipe carioca terá a possibilidade de sediar jogos em três ginásios diferentes, por conta da inauguração da Arena Niterói, no mês de junho. Com capacidade para um público de 2.600 pessoas, a arena recebeu a Copa SuperVôlei e pode superar a ocupação máxima do Tijuca Tênis Clube, porém fica aquém da totalidade do Maracanãzinho.
Flamengo optou por manter a base e buscou apenas três reforços
Na sétima temporada da parceria entre Sesc, Flamengo e Bernardinho, o clube fez um planejamento de manutenção da base do elenco da temporada passada.
As levantadoras Giovana e Vivian, a oposta Tainara, as ponteiras Karina, Simone Lee e Mikaela, as centrais Juju, Lorena e Maša Kirov — ausente no início na temporada por conta de uma lesão no joelho —, e as líberos Laís e Victoria renovaram o contrato.
Para além das remanescentes, novas atletas da base também apareceram na equipe que disputou o Campeonato Carioca no início de outubro, como a central Nayla e a ponteira Gi Perrota, campeãs do último estadual sub-21. Além delas, a central Bia Paranhos se destacou ao estrear contra o Tijuca no último dia 6 e agradeceu a oportunidade:
"Busquei colocar em prática tudo o que temos treinado. Nosso time vem trabalhando forte, seja na quadra ou na academia. Tivemos viagens, jogamos amistosos. Entrei em quadra com o propósito de ser feliz. É uma oportunidade incrível estar aqui neste grupo, trabalhando ao lado de nomes como Bernardinho, Tainara e outras. É inimaginável", comentou a jovem central após a estreia.

Em relação as contrações, a diretoria trouxe apenas três atletas. Ariele, ex-Tijuca, retorna depois de dois anos para a sua terceira passagem no time rubro-negro. A ponteira fará dupla com a oposta Jaque Schmitz, de 22 anos, proveniente do antigo Maringá, atual Londrina.
Olhando para o mercado internacional, a sérvia Minja Osmajić chega para repor a ausência da compatriota Kirov, que está em período de recuperação da lesão no ligamento cruzado anterior, sofrida durante a Liga das Nações (VNL), em julho.
Helena é a principal baixa da temporada
Destaque do Sesc desde a base, Helena Wenk anunciou, em maio, a saída após cinco anos no projeto. Em busca de mais tempo de quadra, a ponteira assinou com o LOVB Miami, dos Estados Unidos, e será comandada por Paulo Coco, auxiliar técnico da seleção brasileira.



