O Sesi-Bauru inicia a temporada 2026/27 sob novo comando técnico e com uma renovação moderada no elenco. A equipe manteve quatro de suas principais jogadoras, precisou lidar com a aposentadoria de um nome importante em sua história e trouxe seis reforços, entre eles duas campeãs da última Superliga pelo Praia Clube.
Campeão sul-americano, da Copa Brasil, da Supercopa e do Campeonato Paulista, o Sesi-Bauru ainda busca o título inédito da Superliga. Semifinalista em quatro ocasiões, sua melhor campanha ocorreu em 2024/25, quando chegou à decisão, mas acabou superado pelo rival Osasco.
Bauru perdeu lideranças dentro e fora das quatro linhas para a atual temporada
Aos 41 anos e mais de duas décadas dedicadas ao voleibol, Léia encerrou sua vitoriosa carreira ao fim da última temporada. A agora ex-líbero decidiu diminuir o ritmo da intensa rotina de atleta para dedicar mais tempo à família.
Natural de Ibitinga, a cerca de 80 quilômetros de Bauru, se juntou ao projeto do Sesi em 2022 e faturou os títulos da Supercopa, em 2022, do Campeonato Paulista de 2025, e o Sul-Americano de Clubes, em 2026.
A ex-atleta vestiu outras camisas tradicionais do voleibol brasileiro, como as de Osasco, Minas Tênis Clube e Pinheiros, e construiu um currículo impressionante. Conquistou quatro troféus de Superliga, sete do Sul-Americano de Clubes — sendo eleita a melhor líbero em seis edições — e três da Copa Brasil, além dos torneios estaduais.
Léia foi titular da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e integrou o elenco tricampeão do Grand Prix, torneio predecessor à atual Liga das Nações (VNL), entre 2013 e 2017.

Último título da vitoriosa carreira de Léia foi o Sul-Americano, em fevereiro deste ano (Foto: Reprodução/Instagram)
A linha de passe do Sesi-Bauru também sofreu mais uma baixa para a temporada. Kasiely anunciou uma pausa na carreira para realizar o sonho de ser mãe. Casada com o jogador de basquete Jefferson Socas, a ponteira está à espera de um menino, que se chamará Lian.
Já a central Mayany, após cinco anos, deixou o clube rumo ao voleibol turco.
Além de perder algumas de suas principais lideranças dentro das quatro linhas, o projeto também se despediu de uma peça importante à beira da quadra. Multifunções por onde passou, com experiências como estatístico e auxiliar técnico, o promissor Henrique Modenesi recebeu da diretoria bauruense sua primeira oportunidade como treinador principal em 2024.
E os resultados nas duas temporadas à frente da equipe, com os títulos do Campeonato Paulista de 2025 e do Sul-Americano de 2026, além do vice-campeonato da Superliga 2024/25, rapidamente despertaram o radar do mercado internacional. Modenesi aproveitou a chance e atravessou o mundo para assumir o Denso Airybees, do Japão, que conta com duas jogadoras da seleção brasileira, a atacante Rosamaria e levantadora Roberta.
Para substituir Modenesi, a diretoria prezou pela experiência e contratou Spencer Lee, que dirigiu o Brasília nas duas últimas temporadas. O treinador já passou pelo Praia Clube, conquistou títulos estaduais e da Copa Brasil como auxiliar técnico do Osasco e integrou a comissão técnica da seleção brasileira de vôlei sentado na campanha que rendeu a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016.
Clube mantém o trio de levantadoras, a central da seleção brasileira e jovens premiadas nas categorias de base
Para o novo ciclo, o Sesi-Bauru manteve intacto o trio de levantadoras, formado pela campeã olímpica e multicampeã nacional Dani Lins, pela experiente Claudinha, bicampeã da Superliga, e pela jovem Amanda Mutuano, de 21 anos. Entre 2023 e 2025, Mutuano foi eleita a melhor levantadora do Campeonato Brasileiro Interclubes sub-19 e sub-21, além do Campeonato Sul-Americano de Seleções sub-20.

Aos 40 anos, Dani Lins foi eleita a melhor levantadora da temporada 2024/25 da Superliga (Foto: Reprodução/Instagram/@sesivoleibauru)


