A etapa de Ubatuba do Circuito Brasileiro chegou ao fim neste domingo nas areias de Itamambuca com vitórias de Sophia Medina (BRA) e Heitor Mueller (BRA). Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito na temporada.
O domingo começou com as semifinais feminina e masculina, com duração de 30 minutos cada, seguidas pela grande decisão em ambos os naipes, com aumento de tempo para 35 minutos para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas em Itamambuca.
Sophia é líder isolada do ranking sul-americano
A manhã de domingo em Itamambuca foi decisiva – e teve nome e sobrenome: Sophia Medina. Embalada pela vitória em Imbituba na abertura da temporada 2026/27 do Circuito Banco do Brasil de Surfe, a brasileira confirmou o excelente momento com mais uma atuação consistente rumo a mais um título.
Tudo começou na semifinal, quando Sophia encarou um duelo de alto nível contra Laura Raupp (BRA), um dos grandes destaques do evento até então. Foi o quinto encontro entre as duas em etapas do QS, e um equilibrado duelo de regulars acostumadas a performar sob pressão. Mesmo diante de uma adversária que vinha acumulando high scores em Itamambuca, Sophia se manteve focada e avançou com duas ondas na casa dos 6 pontos.
Na decisão, o cenário foi de nova geração sul-americana em evidência. De um lado, Sophia, com experiência internacional e passagem pelo Challenger Series. Do outro, a jovem peruana Catalina Zariquiey (PER), atual campeã Pro Jr da WSL South America, Top 5 do ranking sul-americano na última temporada e em busca de pontos importantes na corrida pelo acesso ao Challenger Series (CS). Em uma bateria movimentada, com alternância de liderança ao longo dos 35 minutos, Sophia levou a melhor ao somar 7.33 e 7.20 em suas duas melhores ondas, consolidando uma sólida performance para garantir o bicampeonato.
”Eu estou sem acreditar. Eu nunca venci dois QS seguidos assim, e nas vezes em que venci – que não foram muitas – não ganhei novamente nem fui para a final no evento seguinte. Então eu só tenho que agradecer a Deus, porque eu nem estava tão forte neste evento, não estava me sentindo na melhor forma. Perdi minha quilha, aconteceram algumas coisas que poderiam ter sido contra mim. Mas eu acredito que, quando a gente é fraco, Deus é forte. Então não duvidei de mim. Só pensei: ‘Olha, é isso aqui que eu tenho, é essa quilha, essa prancha, eu tenho treinado. Só quero que o Senhor me guie e faça a Tua vontade, porque é o que eu tenho a oferecer para este campeonato’. E Deus honrou. O mundo dá muitas voltas – você pode ganhar, perder – mas os pés têm que estar sempre no chão. Fiquei muito feliz de conseguir me concentrar desde o último evento até este, e foi um feito lindo. Glória a Deus por isso”, celebra a campeã.
Com a vitória neste QS 4.000, a irmã de Gabriel Medina soma importantíssimos 10 mil pontos no ranking sul-americano, construindo um belo caminho para sua reclassificação para o Challenger Series. Início de temporada impecável para a surfista, que é líder isolada do circuito.

