O Atletismo Brasil fechou a quarta jornada de disputas do Campeonato Ibero-Americano de Lima, Peru, neste sábado (30/5), no estádio de La Videna, com mais 12 medalhas (4 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze). O Brasil fechou a jornada com a medalha de ouro no revezamento 4×100 m misto, prova que estreou no programa do Ibero-Americano e que estará na disputa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Com Erik Cardoso, Gabriela Mourão, Jorge Vides e Ana Carolina Azevedo fez 40.99 (novo recorde sul-americano, segundo informou a Federação Sul-Americana de Atletismo).
Três títulos em provas individuais conquistados pelo Brasil vieram com Felipe Vinícius dos Santos no decatlo – seu terceiro ouro ibero-americano e quarta medalha -, Ana Caroline Miguel da Silva, no arremesso do peso, e Thiago Moura, no salto em altura.
Além das medalhas de ouro, a barreirista Vitória Sena Batista Alves voltou a ser destaque individual do Atletismo Brasil ao correr a semifinal dos 100 m com barreiras em 12.68, novo recorde brasileiro da prova e também recorde do Campeonato Ibero-Americano. Vitória melhorou sua marca, de 12.69 (2.0), que havia feito no Troféu Adhemar Ferreira da Silva, em 25 de abril, quebrando um recorde brasileiro que tinha 25 anos e era da campeã olímpica Maurren Maggi, de 12.71 (0.1), estabelecido em 2001.
Vitória, que é treinada por Katsuhico Nakaya, vem fazendo uma excelente temporada. Esse é o terceiro Ibero-Americano da carreira de Vitória, que disputou a edição de La Nucia (Espanha), em 2022, e de Cuiabá (Brasil), em 2024 – foi 7ª e 5ª colocada nos 100 metros com barreiras, respectivamente. A final dos 100 m com barreiras será neste domingo às 12:40 (horário de Brasília).
Felipe Vinícius dos Santos (EC Pinheiros-SP) é o atleta mais completo do Ibero-Americano de Lima. O atleta, de 31 anos, que treina com Dino Cintra Filho em Bragança Paulista (SP), comemorou muito a medalha de ouro no decatlo, com 7.684 pontos. Felipe conquistou o seu terceiro ouro e a quarta medalha em Campeonatos Ibero-Americanos de Atletismo em sua carreira (foi campeão em São Paulo-2024 e Trujillo-2018 e bronze em Cuiabá-2024).
”É um prazer imenso estar aqui. Passei por muitas lesões na carreira e agora estou ganhando este ouro após a volta de lesões. Era o objetivo fazer um grande resultado e eu não estava escolhendo a cor da medalha”, disse Felipe, confessando que estava querendo ”tomar banho e descansar” após a disputa das dez provas.
O Brasil foi bem nas provas combinadas. Fez dobradinha no pódio do decatlo, com Lucas Catanhede em segundo. E também levou prata e bronze no heptatlo, com Roberta Almeida dos Santos (4.906 pontos) e Raiane Vasconcelos Procópio (4.833 pontos).

