São 54 vitórias em 55 lutas, e o 9º título em 10 disputados, desde o fim da Olimpíada de Paris. Em 2026: 22 vitórias em 22 lutas. Maria Clara Pacheco, número 1 na categoria até 57kg, acostumou-se a subir no lugar mais alto do pódio e não parece perder o gosto - em excelente prenúncio do que pode vir a ser a Olimpíada de Los Angeles 2028.

A construção do título foi inapelável: vitórias sem perder nenhum round. Entrando direto na fase de oitavas de final, por ser cabeça de chave (número 1), venceu a dona da casa francesa Kanelya Carabin por 2 a 0, com parciais de 15 a 0 e 12 a 5. 

Nas quartas, enfrentou a iraniana Nahid Kiyanichandeh, vencendo novamente sem dificuldades, anotando 7 a 0 e 11 a 2 e encerrando o combate em 2 a 0. Nas semifinais, também foi bem superior à cazaque Mariya Sevostyanova, mantendo o 2 a 0 (14 a 3 e 16 a 5) e garantindo vaga na final.

A final foi contra sua maior adversária e responsável pela única derrota (no Grand Prix de Bangkok, em 2025) de Maria Clara, no ciclo: Fadia Khirfan, número 2 do mundo na categoria, grande rival da brasileira. Mas, neste GP, Maria Clara não deu brechas. 

A vitória por 2 a 0, com parciais de 5 a 2 e 6 a 4, demonstra numericamente a superioridade de Maria Clara sobre o resto do circuito. Khirfan venceu o último GP antes do domínio hegemônico da brasileira. Até aqui, nesta final, não teve chances de se colocar em posição de vitória.

Maria Clara assumiu o controle da disputa desde os primeiros segundos da final contra Khirfan. A lutadora brasileira fez sua adversária levar duas penalizações, uma por queda e a outra por sair da zona de combate. Depois, ele conseguiu acertar um golpe na cabeça, ampliando para 5 a 0. A jordaniana conseguiu um ponto ao golpear o peito, mas Maria Clara seguiu na frente e terminou o primeiro round com 5 a 2 no placar.

Na segunda parte, a brasileira seguiu no controle. Em cima da vice-líder mundial, provocou mais uma penalidade por falta fora da área e fez 6 a 0 com uma sequência de pancadas. No final, a brasileira levou duas penalidades por se recusar a lutar, mas ainda assim conseguiu manter a liderança e venceu por 6 a 4.

Neste domingo (11), o Grand Prix de Paris chega ao fim e contará com a participação de mais três atletas brasileiros. Henrique Marques, campeão mundial, e Vinicius Assis Matos lutam até 80kg, enquanto Julia Silva Nazário compete até 49kg na disputa feminina.