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Jogos da Commonwealth buscam impulso na Índia após modelo enxuto em Glasgow

Ahmedabad 2030 deve ter de 15 a 17 modalidades

Regys Silva 3 min
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Jogos da Commonwealth buscam impulso na Índia após modelo enxuto em Glasgow

A 23ª edição dos Jogos da Commonwealth encerrou-se com uma cerimônia de fechamento espetacular em Glasgow, na noite de domingo, enquanto o movimento voltava suas atenções para a Índia em busca de um impulso muito necessário para 2030.

O evento quadrienal, que reúne principalmente ex-colônias britânicas, tem lutado para manter sua relevância na era moderna e enfrentado diversos problemas, depois que as sedes das duas edições anteriores desistiram de organizar o evento devido aos altos custos de um espetáculo multiesportivo dessa magnitude.

A versão reduzida realizada em Glasgow — com 10 modalidades esportivas, em contraste com as 17 a 20 das seis edições anteriores — foi financiada pela indenização paga pelo estado australiano de Victoria, após sua desistência de sediar o evento em 2023, e pela Federação dos Jogos da Commonwealth (CGF).

A edição do centenário, prevista para daqui a quatro anos na cidade de Ahmedabad, no oeste da Índia, promete retomar a estabilidade na organização que existia antes de Durban perder o direito de sediar os Jogos de 2022, sendo substituída por Birmingham.

Katie Sadleir, diretora executiva da Commonwealth Sport, prometeu a inclusão de 15 a 17 modalidades em um evento ”empolgante e dinâmico” em Ahmedabad, enquanto o vice-ministro-chefe de Gujarat, Harsh Sanghavi, afirmou que sediar os Jogos representa um ”marco significativo” para a Índia.

”A Índia está comprometida em se estabelecer como uma capital esportiva de destaque global”, disse ele durante uma coletiva de imprensa em Glasgow, no domingo.

”Aspiramos sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2036, e os Jogos da Commonwealth são uma oportunidade para demonstrar a prontidão da Índia em realizar eventos esportivos de nível mundial para atletas, espectadores e todo o planeta.”

Embora o ídolo local Josh Kerr, o veterano sul-africano Chad le Clos e a poderosa equipe de natação da Austrália tenham garantido a presença de competidores de elite em Glasgow, os Jogos da Commonwealth deixaram, há muito tempo, de ser um evento essencial para a elite do esporte mundial. As atletas campeãs olímpicas Julien Alfred e Keely Hodgkinson não participarão dos Jogos de 2026, assim como a nadadora canadense Summer McIntosh, que já acumula três títulos olímpicos e oito mundiais aos 19 anos.

No entanto, os Jogos da Commonwealth continuam sendo um celeiro de novos talentos, e houve inovações bem-sucedidas, sendo a mais notável a integração total de provas paralímpicas à programação.

Com um prazo de preparação inferior a dois anos, Glasgow conseguiu organizar 11 dias de competições para 3.000 atletas e 434.000 espectadores em instalações já existentes, a um custo de cerca de um terço do valor gasto nos Jogos de 2014 realizados na cidade.

Segundo Phil Batty, diretor executivo de Glasgow 2026, isso provou que nem todos os Jogos da Commonwealth precisam seguir o mesmo modelo.

”Criamos a convicção entre as 74 nações de que qualquer uma delas poderia e deveria sediar os Jogos da Commonwealth”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa no domingo.

”Os Jogos da Commonwealth, onde quer que sejam realizados, devem ter uma identidade e uma atmosfera próprias, celebrando a identidade, o caráter, a infraestrutura, as comunidades e o povo da nação anfitriã.

”E, com essa nova abordagem — mais flexível, sustentável, inteligente e inclusiva — para a realização de um grande evento esportivo, veremos cada edição dos Jogos, ao longo dos próximos 40 anos, com uma atmosfera, uma dinâmica e um caráter distintos.”

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Publicado originalmente em surtoolimpico.com.br

#Índia#Jogos da Commonwealth#Ahmedabad 2030#Glasgow 2026