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Maior medalhista olímpica da África do Sul deixa a aposentadoria

A nadadora tem quatro medalhas, sendo duas de ouro

Regys Silva 2 min
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Maior medalhista olímpica da África do Sul deixa a aposentadoria
Foto: Gallo Images

A nadadora Tatjana Smith, atleta olímpica mais condecorada da África do Sul, retornou com sucesso às piscinas após voltar atrás em sua decisão de se aposentar — tomada em 2024 —, visando agora a prova de 50 metros peito nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, daqui a dois anos.

Smith, que competia anteriormente sob o sobrenome Schoenmaker antes de se casar, havia se aposentado aos 27 anos, após conquistar o ouro olímpico nos 200m e 100m peito, além de duas medalhas de prata nessas mesmas provas nos Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024.

Agora, ela mira a nova prova de 50m — incluída no programa dos Jogos Olímpicos de Verão — e registrou seu recorde pessoal de 29,50 segundos no Campeonato Sul-Africano de Piscina Curta, em seu retorno às competições.

"É uma prova muito nova para mim; é bom nadar apenas duas piscinas [voltas] e estou muito feliz com o recorde pessoal", disse Smith à ENCA.

"Estou empolgada, abraçando o novo desafio e retornando nos meus próprios termos. Estou muito feliz por ter reencontrado o amor pelo esporte."

Smith explicou, em um comunicado, os motivos de sua aposentadoria e a razão pela qual decidiu retornar.

"Quando anunciei minha aposentadoria da natação, eu realmente acreditava que aquele capítulo da minha vida havia terminado", disse ela. "Com o passar do tempo, percebi que me afastar tinha sido a decisão certa para mim naquele momento.

"Eu sempre acreditei que a natação era algo que eu fazia, não quem eu era. O afastamento provou isso para mim. Descobri que poderia ter uma vida plena fora da piscina e, ainda assim, escolher nadar.

"Estou voltando porque quero. Desta vez, a decisão é minha."

Recentemente, Smith esteve envolvida em uma disputa com a Swimming South Africa (SSA) a respeito de juros sobre uma premiação em dinheiro que, segundo ela, foi retida pela organização por mais de um ano. Ela alegou que o prêmio em dinheiro de US$ 35.000 referente ao Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2023, realizado em Fukuoka, no Japão, ficou retido por 12 meses e, quando finalmente foi pago, não incluía juros.

Após uma notificação formal, a SSA informou, no início deste mês, que pagaria a Smith os juros acumulados, segundo seu advogado, Wian Spies.

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#África do Sul#Jogos Olímpicos