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Marcelo Parreiras, do salto com vara, e Kauan Nicioli, dos 100 metros com barreiras, batem o recorde brasileiro sub-16

Atleta do Sesi melhorou a marca que já era dele, desde o Paulista sub-16, no fim de setembro, e barreirista de Itapira conquistou a marca nacional por um centésimo; o Brasileiro Sub-16, disputado no Ibirapuera, vai até este domingo (11/10)

Redação Surto Olímpico 7 min
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Marcelo Parreiras, do salto com vara, e Kauan Nicioli, dos 100 metros com barreiras, batem o recorde brasileiro sub-16
Foto: Divulgação

Marcelo Lima Parreiras (Sesi-SP), do salto com vara, e Kauan Nicioli (Itapira-SP), dos 100 metros com barreiras, estabeleceram novos recordes brasileiros sub-16 na manhã deste sábado (10/10), na disputa do Campeonato Brasileiro Interclubes - CBI Sub-16 de Atletismo Loterias Caixa, no Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, em São Paulo. A terceira etapa terminou com três recordes brasileiros. Junto de Kauan e Marcelo, Marco Antonio Gonçalves Melo (AABLU-SC) também se tornou recordista nacional, na prova do lançamento do martelo.

Aos 14 anos, Marcelo conquistou seu primeiro título nacional depois de bater o recorde brasileiro no fim de setembro, no Campeonato Paulista sub-16, disputado em Pindamonhangaba, com 4,20 m. Neste sábado, no Ibirapuera, ele melhorou a marca em 5 cm – fez 4,25 m para ser campeão brasileiro – e ainda tentou saltar 4,30 m. Paulo Henrique Weigsding Coelho (Corville Joinville-SC) ganhou a prata, com 3,90 m, e Bernardo Bonadio Collesi (Pinheiros-SP), com 3,60 m, foi bronze.

"Depois que eu bati o recorde no Estadual, eu já estava pensando em saltar para 4,30 m, 4,35 m. Por isso que tentei mesmo depois de já ter batido o recorde novamente. Essa temporada foi ótima, muito importante. Mas eu não conseguiria ter feito nada se não fosse o Sesi, meu clube, meus técnicos, que foram muito importantes para mim, e a minha família, porque eu tenho muito apoio em casa". Atualmente, Marcelo treina com Luiz Alberto de Araújo, ex-atleta olímpico do decatlo.

Marcelo, que é de Santo André, é filho e neto de ex-atletas do atletismo, mas a modalidade não foi a sua primeira opção no esporte. "Antigamente, eu achava que atletismo era só correr, e para mim isso não tinha muita graça. Antes do atletismo eu fiz ginástica, e comecei a treinar no Sesi. Lá, me perguntaram se eu queria fazer um teste no salto com vara. Fiz o teste, entrei, mas até 2024 eu ainda estava na ginástica e no salto com vara", comenta Marcelo que em 2025 passou a se dedicar ao atletismo.

Nos 100 metros com barreiras, Kauan, de 15 anos, bateu o recorde brasileiro por um centésimo: fez 12.72 (0.5), melhorando a marca anterior (12.73) que era de Lucas de Almeida Rosa desde 2023. No Paulista sub-16, o barreirista foi campeão e tinha ficado a dois centésimos de se tornar recordista nacional. Juan dos Santos Miranda (AD Centro Olímpico-SP) ganhou a prata, com 13.05, e Lucas Souza Tiburcio (AAA Ribeirão Preto-SP) garantiu o bronze, com 13.44.

"Foi uma prova ótima. Acho que dava pra ter feito um pouquinho mais, mas já estava dando uma certa ansiedade, porque eu estava querendo essa marca desde o começo do ano. No Paulista quase deu, mas hoje veio", disse o atleta, que disputou seu primeiro Brasileiro sub-16.

Começou no atletismo com 10 anos, na escola – estuda no Sesi, em Itapira, interior paulista. "Fiz outros esportes nas aulas de educação física – experimentei futebol e futsal –, mas no atletismo eu me encontrei. Foi por causa do meu professor, Luiz Francisco Soriani, que eu estou aqui hoje. Ele me levou para tudo. Agora, eu treino com o Digão (Rodrigo da Costa Vicente), que nunca deixou de me incentivar."

Antes, disputava o hexatlo (seis provas), a versão da categoria do decatlo. Em 2025, foi vice-campeão dos Jogos Sul-Americanos Escolares na prova. "Depois que eu voltei dos Jogos, eu vi que minha prova de barreira foi muito boa, e agora, esse ano, comecei a treinar só barreira. E agora veio o ouro e o recorde."

Marco Antônio Gonçalves Melo bate recorde brasileiro sub-16 do lançamento do martelo

Marco Antônio Gonçalves Melo (Associação de Atletismo de Blumenau-SC) foi destaque do Brasileiro Interclubes - CBI Sub-16 de Atletismo, na manhã do sábado (10/10).

Marco Antônio Gonçalves Melo, de 15 anos, venceu o lançamento do martelo com novo recorde brasileiro e a marca de 74,58 m - bateu o seu próprio recorde, de 74,03 m, que havia feito em setembro, em Chapecó (Santa Catarina). Dentro da prova lançou três vezes acima do recorde: 70,90 m, na segunda tentativa; 74,58 m, na quarta, e 72,76 m na quinta. O peso do martelo para a categoria é 4 quilos.

Henrick de Oliveira do Monte Moura (ECPG-SP) ficou com a medalha de prata (61,83 m) e Enzo Vieira da Silva (SESI-SP) com a medalha de bronze (60,74 m).

"Eu esperava fazer uma boa prova, mas nem esperava tanto. Felizmente deu tudo certo e eu consegui essa marca extraordinária. Estou muito feliz", disse Marco que desde pequeno convive com a prova por causa do pai, e treinador Alan Júnior Melo, ex-lançador. "É o que eu amo fazer. Desde pequeno eu brincava com o martelo, mas comecei a treinar com 11 anos, em Blumenau, na minha cidade", afirma Marco, que também faz lançamento do disco.

Laura Elis Mascarenhas vence a chuva de São Paulo para conquistar o ouro no salto em altura

Laura Elis de Oliveira Mascarenhas (Instituto Moriá Assima-SC) precisou enfrentar a forte chuva que caiu em São Paulo, na tarde de sábado (10/10), para conquistar o título do salto em altura do Campeonato Brasileiro Interclubes - CBI Sub-16 de Atletismo Loterias Caixa, no Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera. A competição, que termina no domingo (11/10), tem entrada franca e transmissão ao vivo pela TV Atletismo Brasil.

Mesmo com a dificuldade climática, a atleta catarinense fez seu melhor resultado pessoal, 1,63 m, que conseguiu ultrapassar na última tentativa, depois que a prova foi paralisada e retomada por causa da chuva – ela ainda buscou 1,65 m, mas não superou o sarrafo nas três tentativas.

"Foi muito difícil disputar a prova, até porque eu uso óculos. A prova parou bastante, a gente teve que ficar se aquecendo, para não perder o aquecimento. Mas deu tudo certo", disse Laura. Beatriz de Paula Silva (ACF Sorocaba-SP) conquistou a prata, com a marca de 1,61 m, e Karine Mendes de Araújo (Cria Oratórios-MG) garantiu o bronze, com 1,50 m.

Laura foi campeã dos Jogos Brasileiros Escolares, em setembro, com a marca de 1,62 m. Aos 14 anos, disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro Sub-16, e agora se prepara para competir os Jogos Sul-Americanos Escolares, em dezembro, no Equador. "Essa competição foi muito importante para mim, principalmente para eu treinar, porque eu também vou disputar o Sul-Americano. Foi uma marca muito boa, eu gostei muito. Agora vou tentar fazer melhor", afirmou a campeã, que treina com Aline Bandeira.

A saltadora, que é natural de Joinville (SC), começou no atletismo por incentivo dos pais, que foram correr uma prova de rua e decidiram encaminhar a filha para a modalidade. "Eu treino faz seis anos, e gosto muito de fazer esse esporte. Meus pais me colocaram na equipe e viram que eu era boa no salto em altura, que eu treino desde pequena. Eu gosto muito do salto em distância, que eu também faço, mas acho que o salto em altura é a minha prova." Agora, além de Laura, a irmã mais nova, Erica, de 12 anos, também treina atletismo. "Ela começou comigo e também foi para os JEBs, uma experiência muito boa."

Recorde nos 2.000 metros - Na última distância disputada neste sábado (10/10), Luís Felipe Oliveira Brasil ficou com a medalha de ouro e o recorde brasileiro nos 2.000 m, com 5.41.42. Luís Felipe triturou o recorde anterior, que era dele mesmo, de 5.54.20, do Brasileiro Sub-16 de 2025, em João Pessoa (PB).

Todos os integrantes do pódio correram abaixo do recorde, depois que a chuva parou. Rafael Soares Antonio (Projeto Arte&Vida-PR) ficou com a medalha de prata, em 4.48.78, e Ícaro Vieira dos Santos (também de Barra do Garças-MT) com a de bronze, em 5.53.76.

Luís Felipe havia sido vice-campeão dos 1.000 m na sexta-feira (9/10) e deixou claro o bom trabalho de fundo feito em Barra do Garças. “Eu estava com medo, muito medo mesmo, mas fui com força e raça, não ligando para nenhuma dor do meu corpo. Estou muito feliz por esse recorde e o bicampeonato. Nosso trabalho é ótimo, nós estávamos treinando muito em Barra do Garças, no Mato Grosso, focados na competição para quando chegar aqui estourar, dar um brilho. Deu certo”, afirmou Luís Felipe.

Masiel Flamand (AABLU-SC) foi a campeã feminina dos 2.000 m com 6.40.81, recorde do campeonato (a marca anterior era de Beatriz Rodrigues Alves, com 6.42.49). A atleta, natural do Haiti, ganhou o seu segundo ouro no Brasileiro Sub-16 - venceu também os 1.000 metros rasos na sexta-feira, com recorde do campeonato. A medalha de prata foi conquistada por Grazielli Vitória Alves Araújo (ADAECAM-SP), com 6.44.48, e a de bronze por Kamila Yasmin Santos Araújo (ASPA-PB), com 6.44.91.

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