O Brazil Open de Taekwondo 2026 terminou em grande estilo no Ginásio Moringão, em Londrina. A equipe brasileira aproveitou o fator casa e teve um desempenho dominante nas categorias principal (Sênior) e Parataekwondo.

A principal estrela do evento foi a atleta paulista Maria Clara Pacheco (até 57kg). A campeã mundial, em uma fase extraordinária, garantiu seu oitavo título em nove competições realizadas após os Jogos de Paris. Neste domingo (27), ela comprovou seu status de favorita ao massacrar as rivais: ganhou todas as suas lutas por 2 rounds a 0, passando pela costarriquenha Neshi Lee Lindo na final.

Maria Clara obteve resultados impressionantes no circuito mundial: em 2025, ela se tornou campeã dos Jogos Mundiais Universitários (Universíadas) e do Campeonato Mundial de Taekwondo em Wuxi, na China. Neste ano, ela vem mantendo um ritmo intenso e garantiu o primeiro lugar no Grand Prix de Roma, na Itália.

A lutadora paulista conquistou a medalha de ouro em sua categoria nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fe 2026, que ocorreram na última semana, tornando o Brazil Open a cereja do bolo de uma temporada impecável: campeã e escolhida como a melhor atleta do torneio.

O Brasil se destacou ao garantir 8 medalhas de ouro nas principais categorias masculinas e femininas de faixa-preta: além de Maria Clara, que venceu na categoria até 57kg, também subiram ao lugar mais alto do pódio Henrique Marques (até 80kg) - atleta que competiu nos Jogos Olímpicos de 2024 e campeão mundial em  2025 -, Milena Titoneli (até 67kg), Daniela Souza (até 49kg), Filipe Almeida (até 68kg), Pedro Arthur Alves (acima de 87kg) e Mikaela Oliveira (acima de 73kg).

No Brazil Open de Parataekwondo, a equipe brasileira deixou sua marca: conquistou 8 dos 10 ouros em disputa, tornando-se a campeã geral por equipes. O lutador Gustavo Antony foi agraciado com o prêmio de melhor atleta masculino e o brasileiro Rodrigo Ferla levou o troféu de melhor treinador do torneio.

Na categoria Juvenil, atletas de Ferraz de Vasconcelos (SP) se destacaram. Pietra Gonçalves conquistou o título até 52kg e, devido à sua excelente performance técnica, foi escolhida como a melhor atleta geral das categorias de base do torneio.

A delegação infantil feminina da Equipe Silva, oriunda de Pato Branco (PR), alcançou uma impressionante marca de 4 medalhas de ouro em 4 disputas, resultando em um aproveitamento de 100%.

Diferentemente de outros anos com placares elásticos, a edição de 30 anos do Brazil Open foi marcada por um altíssimo nível de equilíbrio, com várias lutas sendo decididas por viradas nos décimos de segundo finais do “Round de Ouro".

O evento operou como um torneio classe G2 individual, garantindo pontos cruciais na corrida olímpica: 20 pontos para os medalhistas de ouro, 12 pontos para os de prata e 7,2 pontos para os de bronze.

Com o desempenho avassalador deste final de semana, os atletas da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) carimbaram pontos cruciais no Ranking Olímpico da World Taekwondo (WT), rumo aos próximos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.