As duas semifinais da modalidade Street da etapa de Criciúma do STU National 2026 mostraram que o presente do skate brasileiro tem um futuro bem promissor. Neste sábado (11/04), na pista do Parque da Prefeitura, os jovens Maria Lúcia e Matheus Mendes, ambos de apenas 16 anos, foram os nomes que tiveram um brilho maior e avançaram com o melhor desempenho para as respectivas finais deste domingo. Um deleite para o público, que compareceu em grande número.
A nova e brilhante geração já era vista na primeira semifinal do dia. Entre as meninas, a gaúcha Maria Lúcia, a maricaense Duda Ribeiro, de 15 anos, e a pequena paulistana Manuella Moretti, a mais nova, de apenas 14, foram as únicas a superar a casa dos 80 pontos. As três, inclusive, estiveram juntas na segunda bateria e deram um show, juntando-se às mais experientes Gabi Mazetto, Isabelly Ávila e Rafaela Murbach na final deste domingo.
“Como é bom ter o privilégio de andar com esses grandes nomes do Street feminino! E chego nessa nova geração que é bem pesada, uma sempre puxando o nível da outra. E não podemos parar. Temos que continuar treinando muito e evoluindo. Hoje, quando entrei na pista, já coloquei na cabeça que acertaria logo minha primeira volta para não ter choro. Até chegou a bater um vento mais forte quando daria uma das manobras no corrimão, mas deu tudo certo”, disse Maria.
Mas o que a deixou mais calma para acertar sua linha de primeira, ganhando a nota 84,43 que não seria batida por mais ninguém, foi uma música escolhida pelo pai. Surpreendeu por ser um pagode (“Clareou”, de Xande de Pilares), estilo pouco ouvido pelos skatistas nas pistas. Uma das partes da letra diz “levante a cabeça, a vida não é tão ruim; um dia a gente perde, mas nem sempre o jogo é assim; pra tudo tem um jeito, e se não teve jeito ainda, não chegou ao fim”.
“O meu pai não falou nada pra mim, só disse que escolheria uma música. Até eu fiquei surpresa quando ouvi que era um pagode. Mas foi mais por causa da letra, que é muito boa, um grande incentivo mesmo”, revelou Maria, que já anda de skate há quatro anos, desde os 12, e aproveitou para adiantar a música que ela mesma escolheu para a final deste domingo. “A música de amanhã eu mesma já escolhi. Será Tempo Perdido, do Legião Urbana”.
No masculino, uma bateria digna de uma grande final

