Durante uma reunião no Kremlin com o presidente Vladimir Putin, o chefe do ministério do esporte do país, Mikhail Degtyarev, detalhou esforços jurídicos e políticos incisivos, voltados para a plena reintegração dos atletas russos — sob seus símbolos nacionais — em eventos internacionais.
Ao relatar a estratégia global do ministério, o presidente do Comitê Olímpico Russo e ministro do Esporte, Degtyarev, descreveu os últimos 18 meses como uma "operação diplomática e jurídica ofensiva". Nesse período, autoridades russas realizaram mais de 170 reuniões internacionais e 32 visitas oficiais em 17 países, defendendo o retorno incondicional dos competidores russos sob sua bandeira e hino nacionais.
Segundo Degtyarev, esses esforços contribuíram para que o Comitê Olímpico Internacional (COI) restabelecesse o status do Comitê Olímpico Russo e revogasse recomendações anteriores que impunham medidas restritivas, a despeito da guerra em curso na Ucrânia. Como resultado, atletas de 24 modalidades adultas e 29 modalidades juvenis estão competindo atualmente sob seus símbolos nacionais completos — um cenário bem diferente do registrado em 2024, quando isso não ocorria em nenhuma modalidade. Este ano, o hino nacional russo foi executado 300 vezes em campeonatos e copas mundiais e europeias, com mais de 1.000 atletas de elite viajando ao exterior para participar de competições.
Quanto ao futuro, Degtyarev confirmou que os atletas russos participarão dos próximos Jogos Olímpicos da Juventude, em Dakar (Senegal), sob sua bandeira nacional e utilizando os uniformes oficiais de suas equipes. Os preparativos e os processos de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 também já tiveram início.

