O novo mapa também incorpora modalidades adicionais que não constavam no projeto anterior. Beisebol masculino, softbol feminino, críquete, futebol americano sem contato, lacrosse e squash passam a fazer parte do programa planejado, com o squash localizado no futuro distrito PaketPost-Areal. A revisão também possibilita a remoção de dois pavilhões temporários planejados para a Messe München, o centro de exposições da cidade, enquanto o futebol reduz seu raio de atuação com uma distribuição que adiciona o estádio na rua Grünwalder, o Estádio Olímpico para jogos selecionados da fase de grupos e Ingolstadt às sedes já planejadas: Allianz Arena, Nuremberg, Augsburg e Stuttgart. Abrir mão de estádios mais distantes permitiria, pela primeira vez, acomodar todas as equipes de futebol na Vila Olímpica e integrá-las completamente à atmosfera olímpica.
O Theresienwiese, o grande parque de diversões associado à Oktoberfest, surge como um elemento distintivo do plano. A cidade propõe a criação de uma ”Wiesn Olímpica” no local, uma celebração inspirada na atmosfera da Oktoberfest durante os Jogos, complementada por um centro de voluntariado que aumentaria a atividade no local. O mesmo espaço também seria utilizado como instalação esportiva, com o vôlei de praia atualmente identificado como a modalidade planejada.
Além do programa esportivo, o documento organiza projetos de desenvolvimento urbano em mobilidade, espaços verdes e habitação por meio de perfis elaborados com a MCube Consulting e especialistas da Universidade Técnica de Munique. Os perfis avaliam custos e financiamento, valor agregado quantitativo e qualitativo, viabilidade, cronograma e possíveis impactos negativos, com medidas para mitigá-los. A essa base se somam dois projetos estratégicos com os quais a cidade pretende apresentar sua candidatura como um laboratório de sustentabilidade e inovação aplicável a outras regiões da Alemanha.
A primeira proposta, ”Munique Verde + Jogos Circulares”, define a visão dos primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos verdadeiramente circulares do mundo, com materiais, infraestrutura e processos sujeitos ao princípio da circularidade, efeitos mensuráveis, construção circular, adaptação climática do espaço público, mineração urbana e ciclos de materiais. A segunda, ”Condução Autônoma”, busca utilizar o evento como um acelerador para a condução autônoma no transporte público, com veículos autônomos no estilo riquixá, gestão de tráfego baseada em dados e projetos de demonstração escaláveis com impactos que vão além do evento.
O plano prioriza a modernização das instalações existentes em vez da construção de novos estádios, embora preveja a conversão da Vila Olímpica e Paralímpica e de um centro de mídia em moradias posteriormente. No setor de transportes, a candidatura se baseia em medidas que também beneficiariam a cidade após os Jogos, como um novo anel viário norte para a rede ferroviária suburbana e a extensão da linha U4 do metrô até o centro de exposições.