A notícia surge após a oposição da Polônia à decisão da entidade máxima do polo aquático, que causou divisão na comunidade internacional da natação. A medida entrará em vigor na 20ª edição do Campeonato Mundial Feminino de Polo Aquático, que será realizado em diversas cidades entre 21 e 25 de abril. A Rússia, classificada na Divisão Dois, jogará em Malta, enquanto as partidas da Divisão Um serão sediadas pela Holanda, de 1 a 6 de maio. A final será realizada em Sydney, na Austrália.
”Nossa posição é clara. Não sediaremos nenhum campeonato, mas os competidores seniores e juniores da Rússia e da Bielorrússia terão acesso e direitos de participação plenos e poderão usar suas bandeiras e hinos nacionais”, disse o presidente da Federação Norueguesa de Natação, Cato Bratbakk, à agência de notícias Reuters. Na semana passada, a World Aquatics declarou que ”atletas seniores com nacionalidade esportiva bielorrussa ou russa poderão competir em eventos da World Aquatics da mesma forma que seus colegas de outras nacionalidades esportivas, com seus respectivos uniformes, bandeiras e hinos”.
Ambas as nações estavam banidas desde março de 2022 devido à guerra com a vizinha Ucrânia, e a World Aquatics foi uma das federações internacionais que optou por excluir a Rússia e a Bielorrússia das competições de natação. Somente em março de 2023 o Comitê Olímpico Internacional recomendou que as organizações permitissem que atletas russos e bielorrussos participassem de competições internacionais, mas apenas sob condições rigorosas. Estas incluíam verificações de antecedentes para garantir que os atletas não tivessem demonstrado apoio físico ou verbal à guerra.