O Comitê Olímpico do Brasil (COB) concluiu o primeiro ciclo do novo Programa GET (Governança, Ética e Transparência), reformulado para ampliar o desenvolvimento da gestão das Confederações olímpicas brasileiras. Em 2026, 37 entidades participaram da avaliação, que passou a ser organizada em cinco princípios, e uma etapa de capacitação. A mudança consolida uma nova abordagem: além de avaliar as práticas adotadas pelas confederações, o programa busca apoiar a evolução de cada entidade.
"O GET deixa de ser apenas uma avaliação e passa a ser uma jornada de desenvolvimento. Com a nova metodologia, mais objetiva e alinhada às boas práticas de governança, queremos apoiar cada confederação a evoluir de forma contínua, e não somente medir seu desempenho", conta Matheus Figueiredo, Gerente de Relações Institucionais do COB.
Criado em 2017, o GET passou por uma revisão metodológica para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028. No novo modelo, as questões foram reorganizadas em torno de cinco princípios de governança: Integridade, Responsabilização, Transparência, Sustentabilidade e Equidade. A proposta é tornar a avaliação mais objetiva e alinhada às boas práticas de governança corporativa, tendo como uma de suas referências o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).
A revisão contou com a participação de especialistas, acadêmicos, integrantes da Comissão de Atletas do COB e representantes de 13 confederações olímpicas. O trabalho também foi registrado em artigo científico apresentado na 34ª Conferência da European Association for Sport Management, em setembro.
Capacitação e avaliação caminham juntas
Uma das principais novidades é a Academia GET, criada para fortalecer a dimensão educativa do programa. Entre março e junho, as confederações participaram de três meses de aulas on-line, estudos de caso e encontros para esclarecimento de dúvidas sobre os princípios avaliados. A iniciativa complementa a análise documental e busca ajudar as entidades a incorporar boas práticas à rotina de gestão.
"A Academia GET foi um marco deste ciclo. Capacitação e avaliação caminham juntas: as confederações não recebem apenas uma nota, mas o conhecimento e o apoio necessários para transformar boas práticas em rotina de gestão e resultado esportivo", destaca Matheus.

