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Oito pódios e recordes de Tayana e Gustavo marcam melhor dia do Brasil no Open das Américas de halterofilismo paralímpico

Brasil chega a 23 medalhas na competição que está sendo disputada no México

Redação Surto Olímpico 4 min
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Oito pódios e recordes de Tayana e Gustavo marcam melhor dia do Brasil no Open das Américas de halterofilismo paralímpico
Foto: Douglas Magno/CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo teve nesta quarta-feira, 7, o seu melhor dia em número de pódios no Open das Américas, que acontece na Cidade do México. O Brasil conquistou oito medalhas, sendo três ouros, duas pratas e três bronzes, e ainda contou com os novos recordes das Américas dos cariocas Gustavo Amaral de Souza, entre homens acima de 107kg, e Tayana Medeiros, entre mulheres até 86kg.

Com os resultados, o Brasil chegou a 23 medalhas conquistadas na competição, sendo 10 ouros, sete pratas e seis bronzes, e se manteve na liderança isolada do quadro geral de medalhas. A Colômbia permanece na segunda colocação, com três ouros, três pratas e um bronze. A competição se encerra nesta quinta-feira, 8, com as disputas por equipes femininas, masculinas e mistas.

O Open das Américas integra o calendário obrigatório do World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) responsável pela modalidade, para os atletas que buscam uma vaga no megaevento nos Estados Unidos daqui a dois anos. Além dessa competição, somente os próximos Mundiais de halterofilismo dentro do ciclo paralímpico contarão pontos para o ranking de LA 2028.

Campeã paralímpica em Paris 2024 ao levantar 156kg, Tayana Medeiros conquistou o ouro na categoria até 86kg com um peso um pouco menor: 151kg. A marca, porém, valeu o novo recorde continental (o anterior era de 150kg, levantados pela mesma atleta em Valledupar 2026) e o primeiro posto no ranking classificatório para Los Angeles 2028.

A halterofilista ainda tentou quebrar o recorde mundial de 160kg na última tentativa de levantamento, mas não conseguiu a validação da arbitragem.

“Estou muito feliz por ter alcançado o nosso primeiro objetivo, que era ficar bem colocada no ranking de Los Angeles. Tentei o recorde mundial, mas não foi dessa vez. Foi por detalhes que não saiu. Agora é ajustar. Mas estou feliz pelo resultado. Focar agora na preparação”, afirmou Tayana.

Outra brasileira envolvida na disputa entre mulheres até 86kg, a baiana Valéria dos Santos assegurou a medalha de bronze com 112kg e garantiu uma das dobradinhas do Brasil no dia. A chilena Marion Guajardo fez 132kg e ficou com a prata.

Já na categoria masculina acima de 107kg, o carioca Gustavo Amaral de Souza levou o ouro e ainda cravou o novo recorde continental em seus dois últimos levantamentos: primeiro fez 253kg e depois terminou com 255kg, três quilos acima da sua marca histórica anterior (252kg).

Assim como Tayana, Gustavo também assumiu a ponta do ranking que vai valer uma vaga no megaevento nos Estados Unidos em 2028. O mineiro Mateus de Assis, que fazia sua estreia nessa faixa de peso corporal, levou o bronze ao levantar 221kg, atrás somente do colombiano Eglain Mena Lemus, que fez 234kg.

“Amo bater recordes. Estávamos planejando tudo isso. Foi o primeiro planejamento desde o início. Demos o nosso pontapé inicial também rumo a Los Angeles 2028. Estou muito emocionado por todo o apoio que recebi pelas redes sociais neste período”, admitiu o halterofilista.

Assim como aconteceu nesta terça-feira, os brasileiros também registraram três dobradinhas na Cidade do México nesta quarta-feira. A terceira dobradinha do dia também foi entre mulheres. Na categoria acima de 86kg, a baiana Edilândia Araújo e a potiguar Alane Dantas Lima conquistaram ouro e prata, respectivamente, e garantiram mais duas medalhas para o Brasil na competição.

A primeira conseguiu melhorar sua marca de 140kg em relação ao que tinha feito nos Jogos Parasul-Americanos em Valledupar, em julho deste ano, e levantou 142kg. O peso colocou a atleta, que foi diagnosticada com uma inflamação na medula espinhal chamada mielite transversa, entre as cinco melhores do ranking para LA28.

Já Alane Dantas ficou com a prata ao erguer 122kg, à frente da norte-americana Ashley Dyce, que fez 120kg e levou o bronze.

“Consegui melhorar a minha última marca internacional. Consegui evoluir. Estou treinando bastante e sempre me cobro para treinar cada vez mais”, apontou a medalhista de ouro.

O mineiro Jean Henrique Rufino completou a festa brasileira no dia com a medalha de prata entre homens até 107kg. O brasileiro travou boa disputa com o norte-americano Bobby Body pelo primeiro lugar, mas acabou no segundo lugar com 226kg, enquanto o adversário fez 230kg. O mexicano Jose de Jesus Castillo completou o pódio, com 200kg.

O peso atingido no México foi a melhor marca de Jean Rufino na carreira e selou o novo recorde brasileiro – o anterior, de 225kg, era do próprio halterofilista. Também o colocou entre os cinco melhores da categoria na lista que vai classificar para os Jogos de 2028.

“Posso dizer que meu desempenho foi perfeito hoje. Almejava os 223kg. Mas assim que saiu essa marca sem erro, buscamos aumentar o peso e conseguimos realizar o levantamento. É muito satisfatório ver que nosso trabalho está sendo recompensado”, finalizou Jean.

Outros dois brasileiros competiram nesta quarta-feira. O mineiro Washington Bispo garantiu o bronze em sua estreia em competições internacionais ao levantar 212kg na categoria até 97kg. Na mesma categoria, o pernambucano José Arimateia ficou em quarto lugar após levantar 211kg.

Confira os resultados do Brasil no Open das Américas na Cidade do México na quarta-feira, 7:

Categoria até 86kg

Tayana Medeiros – Ouro (151kg)

Valéria dos Santos – Bronze (112kg)

Categoria acima de 86kg

Edilândia Araújo – Ouro (142kg)

Alane Dantas de Lima – Prata (122kg)

Categoria até 97kg

José Arimateia Lima – 4º lugar (211kg)

Washington Bispo de Souza – Bronze (212kg)

Categoria até 107kg

Jean Rufino – Prata (226kg)

Categoria acima de 107kg

Gustavo Amaral de Souza – Ouro (255kg)

Mateus de Assis – Bronze (221kg)

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#Esportes Paralímpicos#Opem das Américas de Halterofilismo Paralímpico