A começar com Isadora Williams, patinadora de origem estadunidense, mas de mãe brasileira, o Brasil iniciou a importação de competidores. Vale ressaltar que essa é uma prática comum no esporte, e que para que ela seja realizada, algumas regras precisam ser seguidas, além, claro, do interesse de ambas as partes. A federação ganha com mais representação e capacitação e o atleta com mais visibilidade e patrocínio. Para o atleta aceitar o convite de defender alguma federação a qual possui laços, ele precisa chegar à conclusão de que ela possui estrutura de ponta capaz de desenvolver e melhorar seu desempenho esportivo.
As últimas olimpíadas realizadas, Pequim 2022, trouxeram um futuro promissor para o Brasil. Pela primeira vez, o bobsled ficou entre os vinte melhores no quarteto masculino, obtendo direito a fazer a quarta e última descida. Este resultado foi o melhor na categoria masculina até hoje. Também pela primeira vez fomos representados em algumas disciplinas, como no skiatlo masculino e no sprint em equipes feminino, disciplinas do esqui cross-country; e no moguls feminino, que pertence ao esqui estilo livre. Mas o maior legado veio com a estreia do skeleton. Logo na primeira vez que o Brasil disputou, com Nicole Silveira, já conquistamos o 13º lugar, o melhor resultado em esportes de gelo e o segundo melhor da história do país.
Em Jogos Olímpicos, o Brasil nunca participou no curling, hóquei no gelo, patinação de velocidade, patinação de velocidade em pista curta, salto em esqui, combinado nórdico e esqui-montanhismo, esporte que fará sua estreia em olimpíadas de inverno em 2026.
ESPORTES
Esqui alpino: Pela primeira vez nos Jogos de inverno, o Brasil chega com chances reais de disputar uma medalha. Competindo pela Noruega, Lucas Pinheiro Braathen já foi campeão geral da Copa do Mundo de Slalom em 2023 e chegou no pódio em 13 oportunidades, entre slalom e slalom gigante, cinco dessas vezes sendo medalhista de ouro. Em 2024, passou a defender o Brasil após desavenças com a Federação Norueguesa. Ele provou estar em grande nível ao conquistar mais três pódios na Copa do Mundo de Esqui Alpino. Caso Lucas consiga medalhar, se tornará o melhor resultado latino-americano em jogos de inverno, um recorde que pertence ao 4º lugar obtido pela Argentina no quarteto masculino do bobsled em 1928.
Skeleton: Nicole Silveira conquistou o 13º lugar em Pequim 2022 obtendo assim o segundo melhor resultado em olimpíadas de inverno para o Brasil. Desde então, já obteve alguns top-10 na Copa do Mundo de Skeleton, incluindo dois bronzes, um em Pyeongchang, na Coreia do Sul, e outro em St. Moritz, na Suíça, durante a temporada de 2024-25. No último mundial da modalidade, disputado nos Estados Unidos, Nicole foi a 4ª colocada.