A Seleção Brasileira de natação teve um dia dourado no Parapan-Pacífico neste sábado, 29, subindo ao lugar mais alto do pódio três vezes, com direito a um recorde mundial da paulista Alessandra Oliveira nos 100m peito, classes S4-9 e S11-14.
No segundo dia de provas, o Brasil conquistou sete medalhas – duas de prata e duas de bronze, além das douradas. A competição, que acontece na cidade de Walnut, nos Estados Unidos, segue até o próximo domingo, 30.
Nos três dias de provas, as baterias preliminares começam às 13h (horário de Brasília), enquanto as finais têm início às 21h30. A competição é transmitida pelo canal do Youtube da U.S. Paralympic Swimming, entidade que comanda a natação paralímpica nos EUA.
As provas do Parapan-Pacífico são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), que atribui uma pontuação à prova de cada atleta, levando em conta o tempo e a classe.
Recorde mundial e dobradinha
O recorde mundial de Alessandra veio na prova dos 100m peito, classes S4-9 e S11-14. Ela completou a prova em 1min40s63, baixando em mais de um segundo o próprio recorde, da classe S4 (limitação físico-motora): 1min41s47, que ela havia atingido em São Paulo, em dezembro de 2025.
A marca foi suficiente para Alessandra somar 1033 pontos na prova, ficando com a prata. O ouro foi para outra brasileira recordista mundial – a paulista Beatriz Flausino, dona da melhor marca do planeta na classe S14 (deficiência intelectual). Para vencer a prova, Beatriz somou 1047 pontos, com o tempo de 1min12s43 – menos de um segundo acima do recorde (1min11s52).
“Eu esperava algo bem melhor. Eu estava treinando melhor; eu me senti melhor que de manhã, mas não foi o desempenho que eu queria. Ao mesmo tempo, estou feliz por trazer mais uma medalha para o Brasil, por representar a Seleção e por conquistar o ouro, que eu queria tanto. Não foi o tempo que eu esperava, mas a posição que eu vinha buscando”, analisou Beatriz Flausino.
A australiana Jessica Johnstone, com 990 pontos e 1min17s29, ficou com o bronze. Outra brasileira na prova, a paranaense Débora Carneiro, ficou com a sexta posição, somando 947 pontos, com o tempo de 1min18s55.
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