Neste sábado (26) completa um ano da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. A Olimpíada na cidade luz ousou em sua cerimônia de abertura no rio Sena, um dos muitos momentos icônicos daqueles primeiros Jogos usando a cartilha da Agenda 2020, e que foi chamado dos ‘Jogos da retomada’, sendo um sucesso de público com mais de 12 milhões de ignressos vendidos para os Jogos olímpicos e Paralímpicos. Mas agora, passados 365 dias, a grande questão que permeia todas as cidades que foram sedes olímpicas se repete com os franceses: qual o legado dos Jogos? Enumeramos alguns pontos e promessas que foram cumpridas e as que ainda faltam serem realizadas:
Seine-Saint Dennis mudou de patamar
A região do Seine- Saint Dennis, antes uma das mais pobres regiões dos arredores de Paris, foi um dos mais beneficiados. A construção do centro aquático foi lá, assim como a vila olímpica e paralímpica e a vila de mídia. Um projeto de natação foi criado e atende 9.400 crianças de lá.
Mas nem tudo são flores por lá, já que as moradias populares prometidas andam a passos lentos, com apenas 50% dos apartamentos entregues e parte do projeto enfrenta impasses legais e orçamentários, com a previsão de abrir o novo bairro em agosto de 2025 em risco.
Uma nação esportiva
A França aproveitou o embalo das olimpíadas, buscou melhorar sua infraestrutura e criou regras para a inclusão esportiva desde a infância. Foram abertas 5.000 instalações esportivas comunitárias e o “Pass’Sport’, cartão de subsídio para jovens de baixa renda praticarem esportes em clubes, tornou-se política permanente após aumento de 30% na adesão. Outra iniciativa, foi Fundo Impact 2024 , que destinou 47 milhões de euros em apoio a projetos de base.


