No aniversário de 50 anos do recorde mundial de João do Pulo no salto triplo, uma petição foi lançada para exigir ao Comitê Olímpico Internacional que revise a prova do salto triplo masculina das olimpíadas de Moscou em 1980, e conceda a medalha de ouro ao saltador. A petição é denominada “Justiça Para João do Pulo”. No momento desta postagem, ela se aproxima ao número de 500 assinaturas.
A Petição foi criada pela filha de Adhemar Ferreira da Silva, Adyel Silva e tem o apoio da filha de João do Pulo, Thais Evelyn Fonseca de Oliveira e da prefeitura de Pindamonhagaba (SP), cidade onde João nasceu:
“Apesar da morte prematura de João do Pulo em 1999, e da inegável comprovação da fraude, o Comitê Olímpico Internacional (COI) permanece em silêncio, falhando em emitir uma retratação formal e em corrigir os resultados daquela fatídica competição. Essa omissão perpetua uma grave mancha na história olímpica e desonra a memória de um dos maiores atletas de todos os tempos.” diz um trecho da petição
Thais Evelyn disse ao site da prefeitura de Pindamonhangaba que a reparação é importante para reconhecer o verdadeiro vencedor da prova. “A reparação reconheceria a injustiça que mudou a vida do meu pai. Essa medalha é nossa. Obrigado mais uma vez à Prefeitura e a toda cidade de Pindamonhangaba, reafirmando compromisso e respeito com a história de João do Pulo, nosso Herói da Pátria”.
Entenda o caso
A prova ficou marcada pelas ‘ajudas’ dadas para que Viktor Saneyev conqusitasse o tetra olímpico na prova. Portões eram abertos na hora dos adversários saltarem para que eles sofressem a influência do vento enquanto eles eram fechados na vez dos soviéticos.
João ainda viu quatro dos seus seis saltos serem invalidados pelos fiscais. A justificativa para as consecutivas bandeiras vermelhas foi que João encostou o pé além da área permitida. Testemunhas garantiram, em Moscou e ao longo dos anos, que o atleta olímpico foi prejudicado, com um dos saltos tendo batido a até então marca inédita de 18 metros.
Em 2000, o caso voltou a ter repercussão com uma reportagem investigativa do jornal australiano “Sydney Morning Herald”. O país da Oceania também se sentiu injustiçado na prova, com Ian Campbell terminando na quinta colocação após ter cinco de seus seis saltos invalidados. O material divulgado revelou um esquema para fazer a União Soviética campeã do salto triplo nos Jogos de Moscou, o que fez Austrália e Brasil entrarem na World Athletics (Nas época, IAAF) para que o resultado fosse revisto, mas graças a pouca tecnologia das imagens da época, o inquérito terminou com resultado ‘inconclusivo’

